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Lsta top 20 by Cintia Carvalho


Meus amigos, como meu tempo ta curto e cada vez mais escasso (quantas saudades dos meus 14 anos quando vivia na maior maré mansa sem responsabilidade com nada) não to conseguindo escrever e nem visitar os blogs que gosto. Então, devido a isso, ao invés de escrever, vou apresentar a vocês uma pequena lista com os 20 filmes da minha vida, ou seja, "aqueles que amo e idolatro". Na verdade, se fosse elaborar uma lista mais detalhada, apresentaria a vocês, em torno de 500 títulos. Mas, seguem estes que marcaram de alguma forma a minha vida.
1º - "O poderoso chefão"

2º - "Era uma vez na América"
3º " Candelabro italiano"
4º "O diário de Bridget Jones"
5º "Na natureza selvagem"
6º "Janela indiscreta"
7º "Tempos modernos"
8º "Tudo sobre minha mãe"
9º "A felicidade não se compra"
10º "A noviça rebelde"
11º "O mágico de oz"
12º "O morro dos ventos uivantes" (primeria versão de 1939)
13º "O feitiço de Aquila"
14º "Sobre meninos e lobos"
15º "Rebeca, a mulher inesquecível"
16º " Cinema Paradiso"
17º " Casablanca"
18º "Fale com ela"
19º "Em algum lugar do passado"
20º "O nome da rosa"

Um tributo à "eterna bonequinha de luxo" - Audrey Hepburn



Aproveitando a fase "mulheres", resolvi falar sobre uma atriz que considero um dos rostos mais belos e perfeitos que o cinema já conheceu. "Audrey Hepburn" não ficou conhecida por seus atributos físicos, pois sua beleza concentrava-se em sua delicadeza, elegância e classe. Fora dos padrões de Hollywood, baseado em mulheres fartas físicamente e cheias de curvas, ela marcou o mundo do cinema com seu corpo pequeno e esguio e seu enorme talento. Vocacionada para ser "estrela".

Além de ótima atriz era conhecida também por ser uma mulher simples, educada e boa colega de trabalho. Sempre alegre e espirituosa.

Ao longo de seus 40 e poucos anos de carreira foi a protagonista de grandes sucessos do cinema. Em 1954 ganhou o Oscar, o Globo de Ouro e o Bafta de melhor atriz pelo filme "A princesa e o plebeu". Em 1990, aos 61 anos ganhou o prêmio "Cecil B Demille", concedido pelos responsáveis do globo de ouro a astros que construiram uma carreira de sucesso e relevância no mundo cinematográfico.

Recentemente tive a oportunidade de assistir 4 de seus filmes e fiquei encantada com a maravilhosa atriz que ela foi. Um olhar suave e doce gostoso de se ver conseguia nos passar tanta emoção e verdade em cada atuação. Uma grandiosa atriz.

Bem, vamos aos quatro filmes:

1) "Bonequinha de luxo" (1961) = Conhecidíssimo do grande público, principalmente pela divina canção "Moon River", composta pelo famoso "Henry Mancini" (foi um dos mais conceituados compositores do cinema) e pelas belas roupas que usou em seu figurino, a história conta as peripécias da prosituta Holly que vem para Nova York em busca de um marido rico. Totalmente perdida e sem rumo na vida, ela encontra em seu caminho o escritor Paul Varjak, um homem frustrado que tem sua vida custeada pela amante. Ambos vivem vidas completamente infelizes, vazias e tristes apesar de toda alegria e descontração do local em que estão. No entanto, ao olharmos intimamente estes dois personagens percebemos suas fraquezas e dores. O encontro de duas almas solitárias que têm muitas coisas em comum, transforma-se em um amor sincero e verdadeiro. Lindo!

2) "Uma cruz à beira do abismo" (1959) = Um bom filme que tive a chance de ver recentemente no TCM. Aqui vemos uma Audrey totalmente diferente de suas personagens, cheias de glamour e beleza. Na trama ela interpreta uma jovem freira que deixa de lado uma boa vida (sua família é muito abastada) para trabalhar em um hospital no Congo, Africa. Irmã Luke, sua personagem, vive alguns dilemas pessoais. Entre seguir as determinações da igreja ao qual fez votos de obediência e lutar contra as desiguladades que encontra naquele local, ela opta pela segunda e passa a ajudar aqueles que realmente necessitam de apoio e auxílio. Um grande filme!! Depois de pesquisar na net descobri que concorreu a 8 oscars. Mas, infelizmente não ganhou nenhum. Uma excelente atuação desta estupenda atriz. Em minha humilde opinião um de seus melhores trabalhos.

3) "A princesa e o plebeu" (1953) = Nada como ter acesso a TV por assinatura, pois por intermédio deste meio de comunicação tenho a possibilidade de assistir a filmes que nos dias atuais não passam mais nos canais abertos. Este aqui é um exemplo disso. Um clássico que deu a Audrey os maiores prêmios que uma estrela sonharia ganhar. A trama é belíssima e sua atuação impecável. Aqui ela contracena ao lado do charmosíssimo Gregory Peck, fazendo o papel de uma princesa que cansada e saturada de sua vida, pois é obrigada a cumprir com obrigações burocráticas e afazeres que fogem a seus desejos de moça jovem, decide inovar e foge para descobrir o mundo fora dos portões reais. Nisso, ela encontra em seu caminho um jovem jornalista que ápos reconhecê-la decide aproveitar-se da situação e a usa para conseguir uma reportagem exclusiva. A partir daí, uma linda história de amor nasce, tendo como cenário o romantismo da bela Roma. Não tem como não cairmos de amores pela beleza, simpatia e carisma de Audrey.

4) "Sabrina" (1954) = Há!!!! neste aqui ela contracena ao lado de um dos atores mais ilustres de sua geração e ele é nada mais, nada menos do que Humphrey Bogart (o inesquecível Rick Blaine do maravilhoso "Casablanca"). Junto a ele outra fera "William Holden". Ela está uma graça no filme. Tão jovial, leve, solta, meiga, enfim, uma fofura só. Com certeza, qualquer homem que cruzasse com ela se encantaria com tantas qualidades e dificilmente deixaria de apaixonar-se. E isso acontece no filme. Dois irmãos, um bom vivant e o outro um trabalhador compulsivo acabam se apaixonando por sua personagem, uma moça simples que se transforma numa mulher deslumbrante e belíssima. Triângulo amoroso delicioso de se acompanhar. Ganhou uma nova versão em 1995, tendo Julia Ormond e Harrison Ford como protagonistas. Porém, não chega nem aos pés deste aqui. Muito fraco e chato.

E, para finalizar cito outros filmes protagonizados pela minha homenageada que já vi: "Cinderela em Paris", "A herdeira", "Guerra e paz", "Minha querida dama", "Amor na tarde", "O passado não perdoa", "Um clarão nas trevas" e "Robin e Marian".

Filme: Escritores da liberdade


Quando chegamos a uma determinada idade (falando claramente a partir dos 30 anos), alguns questionamentos e medos que antes não existiam em nossas vidas começam a marcar presença constante em nossa mente. Chegamos ao ponto em que vemos os primeiros sinais da maturidade. Aos 33, o rostinho já demonstra isso. Eu que o diga.
Vivemos em um mundo onde temos de ser perfeitos em tudo, principalmente, nós mulheres. Temos de ser: ótimas trabalhadoras (perfeitas e absolutas em nossa profissão); mães maravilhosas (ligadas nos filhos 24 horas por dia); esposas ou namoradas presentes e sexualmente fantásticas (dedicação integral aos nossos maridos e companheiros sem pestanejar); donas de casa exemplares (a casa deve estar em perfeitas condições, sempre limpa com nada fora do lugar); lindas e maravilhosas (cheirosas e belas ao longo dos 365 dias do ano, sem direito a unhas sem pintar, cabelos brancos, roupa desleixada e etc); inteligentes e culturalmente sábias (estudos e leitura em dia, sem atraso e sem desculpas); amiga (aberta a ajudar nossos amigos e familiares sempre que formos solicitadas). Enfim, são tantos afazeres que me pergunto: como dar conta de tudo isso? E a resposta é uma só: não dá, impossível, não tem como nos virarmos em mil, quando somos uma só.
Embora esta introdução não tenha nada haver sobre o assunto de hoje, (é so um desabafo e uma forma de iniciar o texto) decidi escrever um pouco a respeito de um filme que revi recentemente e me ajudou a descontrair a mente, apesar de ser um tema para reflexão. Por coincidência, ele conta a história de uma mulher que teve de abdicar de algumas coisas em prol de um objetivo. Após assistir ao filme, vocês irão entender do que estou falando.
Escritores da liberdade, meus amigos, é um daqueles filmes excepcionais que temos a obrigação de assistir e refletir sobre o contexto ali apresentado.
Baseado em uma história real e muito bem interpretado pela "fantástica Hilary Swank", a história fala de uma professora de literatura que nos da uma lição de amor a profissão e superação. Guerreira, corajosa, perseverante, obstinada, são algumas das qualidades desta mulher que demonstra o quanto podemos sim, vencer algumas barreiras e obstáculos que encontramos em nosso caminho. Claro, que não iremos salvar o mundo em sua totalidade, mas, temos como fazer nossa parte. Basta, segundo sua visão e percepção, tentar.
Na trama, a professora Erin, uma mulher de talento que segundo seu pai: "deveria seguir outra profissão", inicia seu trabalho em uma escola onde sua turma é composta por alunos pobres, marginais e oriundos das mais diversas etnias e grupos. Muitos deles sobrevivem em meio a total falta de infraestrutura material, social e principalmente emocional, vivendo em famílias desestruturadas sem perspectiva de nada.
Neste contexto, estes jovens são obrigados a frequentar a escola. No entanto, eles não encontram neste lugar nenhuma ajuda ou solução para seus problemas e dúvidas. Cada um vive em seu mundo particular sem perceber ou enxergar a realidade da pessoa que esta a seu lado. A escola, enquanto instituição, não consegue passar a eles um sentido de comunidade, sociedade, grupo, coletividade. Ao contrário, ela, de certa forma, os ajuda a viverem o individual.
Após perceber as dificuldades para cumprir seu trabalho, Erin decide reformular seu método de ensino, conhecer seus alunos, entender seu comportamento e mediante isto, apresentar a estes jovens algo que eles nunca haviam visto, ou seja, o outro. Ela muda para ajudá-los a mudar. Um dos fios condutores utilizados é apresentar a eles "a história dos judeus". Através do sofrimento e da dor que daquele povo, ela almeja ensiná-los a se reconhecerem naquele grupo, enquanto iguais, embora tenham vivido em épocas totalmente opostas, ambos têm muitas coisas em comum. E para isso, ela utiliza como uma de suas ferramentas um dos livros clássicos de nossa literatura "O diário de Anne Frank". Em uma das cenas assistimos a jovem professora e seus alunos visitar o "museu do holocausto". Local onde é contada toda a história de um dos povos mais perseguidos pela humanidade em nosso planeta. Perfeita a idéia!!! Objetivo alcançado com sucesso.
Além disso, ela aproveita essa aproximação com seus alunos para lhes entregar um caderno que irá se transformar em um pequeno diário. Ali cada um terá a oportunidade de contar um pouco de sua vida, seus sentimentos, dores, dúvidas, enfim, seus problemas. Assim, ela passa a conhecer intimamente cada "ser humano" que frequenta suas aulas.
A partir daí, seu trabalho começa a dar resultados. Idéias novas surgem. Atitudes diferentes começam a ocorrer. Gestos capazes de alterar a percepção de vida. Aqueles alunos antes apáticos, individualistas e mal educados, se transformam em jovens interessados, alegres, companheiros, amigos e confiantes. Pensamentos positivos e novas perspectivas de vida. Uma reviravolta que transofrma a vida de todos, tanto de seus alunos como a sua.
Evidente que no meio do caminho ela busca ajuda por parte de sua instituição, levando a diretora e a alguns colegas todas as dificuldades de sua turma no intuito de conseguir ajuda, dando sugestões para melhorar a vida daqueles meninos e meninas. Porém, o que ela escuta são palavras ruins e duras que a desencorajam a seguir suas idéias. Felizmente sua determinação é tão latente que os obstáculos encontrados não a desanimam ou a fazem desistir. Pelo contrário, dão-lhes mais ânimo para seguir em frente.
Enfim, que todos que ainda não assistiram, por favor, vejam, pois a mensagem e o ensinamentos ali deixados são maravilhosos.

Resenha O iluminado de Stanley Kubrick

Alguns diretores conseguem ao longo de sua carreira, imprimir uma marca bem pessoal em seus filmes. Facilmente, ao assistirmos determinadas películas de cara identificamos quem é o responsável por aquele trabalho.
Um desses diretores é o famoso Stanley Kubrick um dos grandes nomes que o cinema teve a chance de conhecer. Ousado e perfeccionista, gostava de ter total autonomia para dirigir e apresentar suas idéias. Detestava que dessem palpites e sugestões, filmava somente aquilo que achava bom para ele. Era extremamente cuidadoso com as imagens e sons. Inclusive, a qualidade técnica de suas imagens são perfeitas e a trilha sonora em seus filmes são um espetáculo a parte. Inovador sabia como ninguém criar uma história onde mostrava o lado mais sombrio do ser humano.
Dentre seus trabalhos mais famosos, podemos destacar: "2001 - uma odisséia no espaço", mundialmente famoso; "Laranja mecânica", um filme que nos surpreende pela temática apresentada e "O iluminado", este aqui tido por muitos críticos e cinéfilos como o melhor filme de terror já produzido em todo o mundo cinematográfico.
"O iluminado" é uma adaptação do célebre livro de Stephen King, um dos mestres do suspense e em minha opinião seu melhor trabalho. Inclusive Kubrick foi um dos responsáveis pelo roteiro ao lado de Diane Johnson. Realizado em 1980, contou com a atuação impecável de Jack Nicholson e do pequeno Danny Loyd. Shelley Duval, ao contrário está péssima em seu papel.
A história baseia-se na transformação de um homem comum, casado, bom pai e marido em um louco, demente e insano capaz de matar a sangue frio, sem dó nem piedade aqueles a quem deveria amar.
Na trama Jack Torrence (Jack Nicholson) é um escritor que aceita o emprego temporário de zelador em um hotel que ficará fechado todo o inverno. Somente ele e sua família serão os hóspedes deste local. Ele vê ai à chance de ter paz e conseguir escrever seu próximo livro. Ao ser contratado, o entrevistador lhe avisa que o antigo zelador, cometeu um crime, matou sua mulher, suas filhas e depois se suicidou. Porém, Jack não se importa com tal fato.
Ao chegar ao hotel, seu filho vê e sente coisas estranhas. Ele é uma criança muito especial, pois sua para normalidade começa a lhe mostrar que ali existem coisas ruins. Sua esposa, tranquila e calma não percebe e nem se da conta do que terá de enfrentar posteriormente.
Os dias passam e a paz reina. Todos estão totalmente isolados, tendo somente um rádio transmissor como companhia. Com o decorrer do tempo, Jack não consegue fazer o que queria. De repente sentimentos, sensações e pensamentos maus invadem sua mente. Aos poucos ocorrem coisas estranhas no local. O menino percebe e tenta alertar sua mãe. No entanto, ela não consegue entender o que está havendo.
Cenas de arrepiar, momentos de tortura psicológica que levam o espectador ao ápice do medo, diálogos fortes e assustadores, caras e bocas repletas de emoção, sangue, sustos, solidão, um clima sombrio e gelado, uma criança que enxerga e sente além de nossa percepção, um homem dominado por um estranho sentimento, uma mulher desesperada em busca de ajuda, são os ingredientes que permeiam esse suspense e nos levam a vagar dentro do Overlock hotel e sentir arrepios a cada surpresa.
Numa das cenas vemos Jack conversando com o antigo zelador, delírio ou realidade? O fato é que sua personalidade se transforma e um assassino cruel entra em cena, louco para matar aqueles que estão atrapalhando seu caminho. Influência do local, cercado de mistérios ou características de um psicopata? Realidade e ficção se fundem num dos momentos mais assustadores do filme. Kubrick conseguiu mexer com nossos nervos e transformar aquele hotel num cenário de horror.
Realmente, este é um dos melhores filmes de suspense que já vi.. Filmaço que vale a pena ser visto pôr aqueles que amam e curtem um bom filme.

Haja testosterona


É, cada um vive a vida do jeito que acha melhor. Alguns pautam ela no sucesso profissional, outros no financeiro, outros na vida pessoal, alguns na vida religiosa, outros querem so curtir sem compromisso com nada e existem aqueles que querem somente "transar", ou seja, conquistar e digamos assim levar para a cama, todas as mulheres ou homens que cruzam seu caminho.
Nesta semana, lendo o comentário de um amigo no blog de outro, descobri que o famoso "Warren Beatty" teve o "prazer" de levar para sua cama, ou qualquer outro lugar, pois nessas horas não podemos desperdiçar as oportunidades e qualquer cantinho ajuda, nada menos do que 12.775 mulheres. Meus caros, não vou enganar vocês é muita mulher. E com o perdão da palavra, haja disposição. Um recorde para mim, uma humilde mortal que com certeza nunca chegara a tão grande patamar.
Ápos saber de tal fato, fui pesquisar na net sobre a veracidade da informação e constatei que foi escrita mais uma "bibliografia não autorizada" contando sobre sua vida artística e sentimental, ou melhor sexual. O autor Peter Biskind afirma que "mulheres e sexo" foram a perdição da vida de Wb, ou melhor sua alegria.
Visto como um dos atores mais bonitos e charmosos do cinema, além que conquistador também, Warren Beatty colecionou ao longo de sua trajetória filmes de sucesso e mulheres, muitas mulheres. Em sua filmografia temos: "Bonny e Clyde" (um filme maravilhoso, baseado em fatos reais, dirigido pelo soberbo Arthur Penn e protagonizado pela charmosíssima Faye Dunaway. Na trama vemos um casal de assaltantes curtirem e aproveitarem sua doce vida roubando e aterrorizando todos os que se metem em seu caminho. Fabuloso); "Reds" (um bom filme dirigido pelo próprio WB, ganhador do oscar de melhor direção que teve como parceira a elegante Diane Keaton. Conta a história do jornalista John Reed); "Clamor do sexo" (outro excelente filme, dirigido pelo famosíssimo Elia Kazan e protagonizado pela carismática Natalie Wood. A história se passa na década de 20 e é pautada no interesse sexual de um jovem por uma bela moça. Ambos desejavam um ao outro de forma intensa. No entanto, a sociedade da época, muito conservadora era repleta de regras morais onde o sexo e o desejo eram vistos como tabu. Ótimo); "O céu pode esperar"(um filme tão fofinho e leve. Aqui WB é um jogador de futebol que vai para o céu antes da hora. Então, ele é mandado de volta para a Terra, so que dessa vez no corpo de um empresário. A partir daí uma série de confusões são armadas por ele. Muito divertido).
E ainda: "Bugsy" (não é um de seus melhores filmes); "Lilith" (Razoável); "Dicky TracY" (chatinho), dentre outros. Enfim, um ator talentoso que enveredou também pela direção, alcançando um relativo sucesso com Reds. No entanto, o que marcou de fato sua vida foi sua quedinha pelas mulheres e seus casos com as grandes estrelas de Hollywood. Fato este conhecido do grande público. Em 1992, ele casou-se com a atriz Annette Bening e pelo que sei, está com ela até hoje.
Independente de qualquer coisa, para mim o que vale e importa é sua vida artística, seu legado enquanto ator e diretor, pois isto ficará para sempre. Porém, confesso: não acredito que o cara tenha chegado a este número. Sinceramente, é muito. E cá entre nós, um quantitativo destes enche o ego de qualquer homem.

Programação 2010

Dia 09 de janeiro, estava assistindo a mais um programa da Supernanny (Cris Polli) e ápos terminar de vê-lo eis que o SBT apresenta sua grade de programação para 2010. E pelo visto depois de um longo período sem nada de bom, teremos bons filmes pela frente. Já faz um bom tempo que está emissora não apresenta nada de interessante. Somente filmes chatinhos e ruins tem sido exibidos.

Quanto a supernanny, confesso para vocês que sou uma das maiores fãs desta educadora. O programa é de primeira qualidade e os métodos utilizados por ela são eficazes. Ja testei alguns com o Victor Hugo e acreditem dá certo. Tiro e queda. Outra coisa importante, com a tv a cabo tenho a oportunidade de ver o programa inglês e meus amigos, afirmo com toda convicção as crianças brasileiras são uns anjinhos perto das inglesas. Fico assustada com as coisas que ja vi. De arrepiar. E as educadoras de lá não chegam nem perto do carisma e simpátia da do Brasil.

Mas, mudando de assunto meu objetivo é falar de alguns filmes e das séries que o SBT irá exibir. Os filmes a serem exibidos são: "Eu sou a lenda", "Batman, o cavaleiro das trevas", "A hora do rush 3", "Sem reservas","Speed racer", "Seeney Todd", "Antes de partir" e "Harry Potter e a ordem da Fênix". Entre as séries teremos: "O mentalista", "Fringe", "Gossip girl" e uma outra que não lembro o nome.
De todos os filmes os que considero bons e legais são: "Sem reservas" (uma histórinha simples, de uma chefe de cozinha talentosa, porém extremamente solitária, séria e perfeccionista que se vê obirgada a cuidar de sua sobrinha, interpretada pela fofínha Abigail Breslin, ápos a morte de sua irmã. Ela se envolve com um ajudante que é o oposto dela, bonachão, alegre e de bem com a vida. Sem grandes expectativas); "Antes de partir" (já falei sobre ele aqui no blog). De resto: "Eu sou a lenda" (chato, esperava mais dele); "Speed racer" (ruim e sem graça); "Seeney Todd' (sinistrão, não gostei do figurino sombrio e a da história pesada). Quanto aos outros não posso externar nenhuma opinião, pois não os vi.
Já as séries, cheguei a ver alguns episódios de "O mentalista" (gostei da idéia, bem elaborada e super bem feita) "Gossip Girl" (também vi, mas não gostei, pois é uma série voltada para o público jovem). "Fringe" (eu nunca vi, mas a história parece bem interessante).
Pelo que entendi está é so uma prévia do que eles irão nos dar em 2010. Tomara que cumpram com a promessa.

Temporada de prêmios


Não fugindo a regra, a cada novo ano que se inicia as principais premiações do mundo do cinema são entregues e transmitidas para todos os países do mundo. No dia 07 de março assistiremos direto de Hollywood e do tapete dourado da fama a 82º edição do Oscar. No dia 17 de janeiro assitiremos a 67º edição do globo de ouro. Inclusive para quem quiser assistir, a TNT trasmitirá o Globo de ouro a partir das 23 horas. Fiquem alertas.

Pelo que andei lendo em sites especializados e blogs de amigos, tudo indica que teremos uma disputa acirrada.
Como a entrega do "globo de ouro" está próxima, a lista com os indicados já foi divulgada. Depois de tudo que li e pelo pouco que observei, faço aqui minhas apostas, bem pessoais, sujeita a erros e grandes "gafes":

- Melhor filme dramático: "Bastardos inglórios". Foi o único que vi da lista, no entanto, gostei do filme e acredito que tenha chances, embora "Guerra ao terror" seja o mais cotado.

- Melhor filme musical ou comédia: "500 dias com ela". Nesta relação vi outro indicado "Se beber não case". Porém, ao que tudo indicado "Nine" tem grandes chances.

- Melhor ator dramático: "Colin Firth". Não vi a atuação de nenhum dos indicados, no entanto, acho ele lindo e bom ator. Mas ao que me parece "George Clooney" ta na frente.

- Melhor atriz dramática: "Sandra Bullock". Puro chute. Gosto dela. Mas, sabem que ela tem chances.

- Melhor diretor: "Quentin Tarantino". Não preciso dizer porque né. Agora "Kathryn Bigelow" esta cotadíssima e "Clint Eastwood" é um forte candidato.

- Melhor roteiro: "Bastardos inglórios". Bem, vocês ja perceberam que gostei mesmo do filme. Não vi os outros por isso to falando do que gostei. Mas ao que tudo indica "Distrito 9" tem grandes chances.
- Melhor animação: "Up - altas aventuras". Ah este aqui tem grandes chances. É lindo.
Enfim, agora so nos resta aguardar e conferir. E nos respectivos dias, eu, uma amante do cinema, estarei com a cara grudadinha na TV para acompanhar de pertinho mais uma noite cheia de esplendor no "fantástico mundo da sétima arte".

Abrindo 2010


Ano novo, vida nova. Ou melhor, idéias novas, ou quem sabe antigas que serão transformadas em novas. Que cada um curta muita os 365 dias de 2010.
Neste novo ano o cinema e seu fabuloso mundo está ai para nos animar e oferecer histórias repletas de: drama, suspense, mistério, amor, ciúmes, alegria, dor, verdades, mentiras, tristezas, traições, paixões, sexo, tesão, atração, fetiches, erotismo e tudo o mais que pudermos imaginar. Vamos aproveitar tudo de bom que ele pode nos proporcionar.
E para começar, vou fazer uma pequena homenagem cinematográfica a "um serzinho" tão especial e encantador que trouxe a minha vida: alegria, felicidade, paz, sentido e o mais importante me ensinou o quão gostoso é ser mamãe. Meu filho Victor Hugo, completou 3 aninhos no dia 02 de janeiro. Uma data festiva. Então, nada melhor do que iniciar o ano, já que estamos no período de férias escolares falando de filmes infantis. Alegria e diversão para a garotada de plantão e para os marmanjos também, afinal eu adoro desenhos. Vamos lá:
A) O rei leão = desenho de 1994. O vi pela primeira vez no cinema. Fez um baita sucesso e até hoje a galerinha curte de montão as aventuras do Rei Simba, um jovem leão guerreiro e carismático que conquistou todo o planeta. Perfeito e lindo!
B) A bela e a fera = desenho de 1991. Se existe um desenho que expressa de forma sincera e verdadeira o amor é este aqui. Sempre considerei a história de amor de uma jovem muito bonita por um animal feio e grosseiro tão tocante que acreditem, a primeira vez que o vi, chorei e até hoje de todos os clássicos infantis já escritos este é o melhor. Nada contra "bela adormecida, cinderela, rapunzel e branca de neve", so que não cola a mesma história de sempre né: jovens lindas e perfeitas que se apaixonam por um príncipe lindo e perfeito. Manjado e fora da realidade. Por isso, a bela e a fera na minha percepção foge a "este padrão pré estabelecido de amor", baseado na aparência e na perfeição. Lindo demais.
C) Toy store = desenho de 1995 e um dos meus preferidos. Tanto o primeiro quanto o segundo são muito bons. Espero que o terceiro que será lançado neste ano seja tão bom quanto os outros, pois lá se vão 10 anos entre o segundo e o terceiro. Woody (um caubói) é um dos brinquedos prediletos do pequeno Andy. No dia de seu aniversário, ele ganha o boneco do Buzz Lightyar (um austronauta). A partir daí, uma série de aventuras e muita confusão começam na vida destes pequenos personagens e de sua trupe. Fabuloso! Idéia muito original.
D) "Procurando Nemo" = desenho de 2003 e a história é tão real repleta de mensagens positivas e um pequeno alerta para alguns papais e mamães que superprotegem seus pequenos filhotes. Um cuidado que devemos ter. Na verdade, este é um filme feito para adultos. As crianças são meros expectadores. Já os adultos que os assistem percebem claramente o objetivo de tal idéia e até se identificam com alguns personagens. Muito bem feito. Brilhante!
E) "Shrek" = desenho de 2001 e uma das história mais inteligentes que o cinema infantil ja criou. Nota dez pela criatividade. Na trama, o personagem título do filme é um ogro que vive em paz em sua casa. Repentinamente sua tranquilidade é abalada e por causa disso ele é obrigado a salvar uma jovem princesa das garras de um dragão. No desenrolar do enredo, ele salva a princesa, se apaixona por ela e vice versa e ambos passam alguns bocados para terminarem juntos. No final, a bela princesa se tranforma em uma ogra gordinha e fora dos padrões de beleza. Teve mais duas continuações, sendo a segunda muito boa e a terceira fraca. Pelo que andei lendo em 2010 teremos o 4º episódio da saga.
F) "Madagascar" = desenho de 2005 super alegre, colorido e divertidíssimo. Na trama vemos 4 grandes amigos: o leão Alef, a girafa Nelman, a zebra Marty e a hipopótama Gloria que vivem em um jardim zoológico de Nova York se meterem em uma confusão. Em um determinado dia Marty decide expandir seu horizonte e foge. Seus amigos partem em sua busca. E consequentemente, todos são presos e despachados para Africa. Porém, vão para em Madagascar. Aventuras, confusão, músicas e dança alegram a garotada nesta divertida história sobre amizade e descobertas. Temos 5 figuras hilárias também, o rei Julien e 4 pinguis.
G) "A era do gelo" = desenho de 2002 e fofo demais. Lindo, singelo, cativante, meigo, divertido. A mensagem dele é muito bonita e mostra o quanto devemos valorizar nossos amigos e procurar fazer o bem da melhor forma que pudermos. Não importa como, mas faça. Adoro o mamute Many, a preguiça Sid, o tigre Diego e o esquilo Scrat. Ganhou mais duas continuações, sendo a segunda bem feita e história legal também. Já o terceiro é fraco e poderia ter rendido mais.
E mais: "Vida de inseto", "Ratatouille", "Carros", "Wall-E", "Up - altas aventuras", "Monstros SA", "Os incríveis", "Kung fu panda", "Bee movie", "O espanta tubarões", "Os sem floresta", "Alvin e os esquilos", "O galinho Chicken Litlle", "Happy feet, o pinguim", "Por água abaixo", "horton e o mundo dos quem", " Robôs", "Alladin", "A pequena sereia", "A princesa e o sapo", "Planeta 51", "Carros", "Lilo e Stich", etc.
Divirtam-se.

Avaliando 2009 e pronta para 2010


2009 foi um ano repleto de coisas boas. Pelo menos, não posso reclamar: consegui pagar as contas, levantar dois cômodos em minha casa (a cozinha e o quarto de meu filho), não me meti em nenhuma dívida, to trabalhando, to com saúde, fiz um plano de TV por assinatura (um sonho antigo que realizei), minha família esteve ao meu lado, minha irmã esta se recuperando de forma rápida e meu filho está crescendo bem e feliz. E claro, em agosto por incentivo do meu amigo Marcelo (diz que fui por ai) criei o "cinecabeça" e por intermédio dele tive a chance de conhecer pessoas tão legais e bacanas, trocar idéias e dicas, aprender coisas novas sobre "o mundo do cinema".
O mais importante foi resgatar uma coisa que eu sempre amei e que por circunstâncias da vida havia deixado de lado, "o meu amor ao cinema". Cinema foi e sempre será um dos meus "amores". Não preciso dizer o quanto eu gosto disso e o quanto ele me dá prazer. Claro que existem outras coisas que me dão prazer também, mas isto é assunto para um outro texto..rs
Criado em agosto, foram 35 textos. Vários filmes vistos e comentados. Mais de 30 seguidores. Amigos novos e super legais que em comum amam escrever e expressar seus pensamentos e idéias. Então, vou fazer um pequeno resumo do que mais gostei neste ano:
1) Dos textos que escrevi: relembrei o quanto eu gosto de externar meus pensamentos e opiniões;
2) Dos cinéfilos e cinélias que conheci: foram tantos, pessoas simples que como eu gostam de cinema;
3) Dos amigos e amigas que falam sobre outros assuntos: além do cinema, tive a chance de conhecer outra turma que adora falar de coisas atuais e muito interessantes;
4) Dos Filmes citados: gostoso demais relembrar de cada um;
5) Do carinho recebido: um montão;
6) Dos filmes que assisti no cinema neste ano: foram mais de 20 e há muitos anos eu não conseguia ver tantos assim. Alegria pura;
7) Dos textos que li: descobri tantan coisas novas e boas sobre o cinema e outros assuntos. Adorei ler cada um.
Um beijinho super carinhoso para: Marcelo (diz que fui por ai), Thiago (conexão tv cinema), Reinaldo (claquete cultural), Amanda (cinepipocacult), Cristiano (apimentario), Marcelo Cetreus (cinemotica), Jaime (Grooeland), Hugo (cinema, filmes e seriados), Cleber (club cinefilo), Mateus (cinema para desocupados), Ilani (experiência diluída) , Caio (O anagrama), Ana (Bones), Plutonauta (direto de plutão), Rodrigo (cinema rodrigo), Marcio (porraman), Rafael (cinema sem tempo), Geisa (a força e a beleza de ser mulher), Thiago MB (no mundo agora), Cecília (cenas de cinema), Renan (Renanbarretoonline), Daniel (it was red), Carol (apenas uma menina), Renato (cineFreud), equipe do fotograma digital, Leonardo (blog do Z), Marcela (mahjestic), Cassiano (museu do cinema), Alex (cineresenhas), Ygor (moviemento), Armando (fetiche de cinema), Daniel Brito.
Obrigada por tudo e estaremos juntos em 2010. Feliz ano novo!!!!!

E papai noel lembrou-se dessa apaixonada por cinema


Enfim, é dia de natal. Momento de confraternização, alegrias, abraços, comidas gostosas e troca de presentes. Em minha casa todos os anos, desde que me entendo por gente, cumprimos o mesmo ritual. Na véspera de natal, comemos um delicioso e saboroso "Bacalhau à Gomes de Sá" (família portuguesa) e no dia almoçamos um "Peru, chester ou tender assado". Tradição que segue de ano em ano e acredito irá durar por um bom tempo. Afinal, meu pai um senhor de 76 anos não abre mão de ter sua pequena família (eu, minha irmã e meu irmão) reunida junto dele.
Neste natal, papai noel foi muito bom comigo. Ganhei alguns presentes e sabem do que mais gostei? Isso mesmo DVDS de filmes antigos. Foram 6 no total. Vocês podem imaginar a minha alegria né, afinal, quem me conhece sabe o quanto eu amo cinema, principalmente filmes antigos. Portanto, não existe presente melhor para um cinéfilo do que um bom filme.
Então, resolvi escrever e indicar para vocês estas maravilhosas e fantásticas películas que fizeram do meu natal uma data muito alegre, pois eu adoro ganhar presentes, ainda mais filmes. Vamos lá:
1) ABBA live TV - bem, este aqui não é um filme, mas um show com várias cancões deste grupo sueco que fez muito sucesso nos anos 70. Eu simplismente adoro este grupo. Para mim eles são demais. Aprendi a gostar deles, graças a minha irmã. Quando eu era pequena, tinhas uns 5 anos, minha irmã tinha uma fita cassete deles (tenho essa fita até hoje) e a escutava direto, e eu ficava perto ouvindo. Achava uma delícia as músicas e a batida. E o gosto ficou. E o cinema, já utilizou muitas de suas músicas em grandes sucessos, como: "Priscila, a rainha do deserto", "O casamento de Muriel" e "Mamma mia". Já fui chamada de brega, cafona e antiquada por muitos colegas e amigos, mas não importa. Eu gosto e ponto.
2) E o vento levou - um clássico do cinema, cultuado por gerações. Lá se vão 70 anos de seu lançamento e até hoje é considerado um dos grandes filmes que o cinema já produziu. Produzido por David O Selzenick, dirigido pelo famoso Victor Fleming e protagonizado pelos astros Vivien Leigh e Clarck Gable, ele ganhou 10 oscar. Um dos maiores vencedores desta premiação. Um filmaço que vale a pena qualquer amante da sétima arte assistir.
3) Anna e o Rei de Sião - filme de 1946, protagonizado por Irene Dure, que ganhou outras duas versões, protagonizadas respectivamente por Deborah Kerr (1956) e Jodie Foster (1999). A trama gira em torno de um professora inglesa viúva que muda-se com seu filho para um país chamado Sião e lá será responsável por educar os filhos do rei. Ápós algumas dificuldades iniciais de adaptação aquele terra e ao modo de vida local, aos poucos Anna se aproxima do rei e consegue modificar algumas de sua atitudes e pensamentos. Lindo.
4) Sete noivas para sete irmãos - filme de 1954, um belo musical protagonizado pela linda Jane Powell e pelo simpático Howard Kell. Na trama, vemos uma família composta por sete irmãos, todos solteiros que moram em uma fazenda sem pai e sem mãe. Adam, o irmão mais velho, decide ir a cidade e se casar. Ao chegar, conhece a jovem Milly e se apaixona. Já casado, leva sua bela esposa para morar com ele e seus irmãos. Rapidamente todos percebem que precisam se casar também e a partir dái, uma série de confusões acontecem na vida desta família. Um lindo musical, dirigido pelo conhecido Stanley Donen ("cantando na chuva", "cinderela em Paris" e "o pequeno príncipe") fez muito sucesso na época de seu lançamento. Passou uma trilhão de vezes na sessão da tarde. Alegre e super jovial, pois os hormónios estavam em polvorosa na vida daqueles jovens rapazes.
5) Ladrões de bicicleta - filme italiano de 1948, dirigido pelo famoso Vittorio de Sica. Uma história e tanto. Linda demais. Nos faz pensar e refletir sobre a vida. A história se passa na Italia do pós guerra. Antonio Ricci um pai de família desempregado, precisa trabalhar. Para conseguir um emprego como colador de cartazes é necessário que ele tenha uma bicicleta. Como ele não possui este meio de locomoção, ela da um jeito e consegue uma bicicleta. No entanto, após ser roubada e entar em desespero, ele incia uma empreitada ao lado de seu pequeno filho para recuperá-la. Lindo. O filme trata de questões fortes como: pobreza, miséria, falta de perspectivas, desemprego, mercado de trabalho, sofrimento, dentre outras. Como o filmé é de 1948, seu diretor soubre retratar de forma muito clara, as dificuldades que muitos homens passaram naquele período. Assistam. O filme é espetacular.
6) Ginger e Fred - filme de 1985, dirigido pelo conceituadíssimo Frederico Felini e protagonizado pelos famosos Marcelo Mastroiani e Giulietta Masina. Na trama, dois amigos que no passado foram dançarinos, imitando a dupla Fred Astaire e Ginger Rogers, se reencontram após anos separados em um concurso de dança que será apresentado pela TV. Uma homenagem deste excelente cineasta aos grandes musicais que fizeram sucesso na era de ouro de Hollywood. Muito bonito.
Espero que todos gostem.

Algumas dicas: 2 novas e 1 antiga


Neste sábado, 19 de dezembro, tirei o dia para curtir com meu filho e o levar ao cinema. Desde o final de novembro estava tentando sair com ele. So que final de ano, vocês sabem como é, muito trabalho e o cansaço nos domina depois de um ano cheio de atividades. Aproveitei para vermos dois filmes que eu (mais do que ele) queria assistir: "Planeta 51" e "A princesa e o sapo", último lançamento dos estúdios disney.
"Planeta 51" é um desenho razoável. O tema poderia ter rendido mais. Sinto que deixou a desejar em algumas partes e estendeu-se demais em outras. Na história um rapaz chamado Lem vive em um planeta que leva o título do filme. Seus habitantes (homens e mulheres verdinhos) tem um grande medo de um dia serem invadidos por alienígenas, inclusive seu grande amigo Skiff é fanático por histórias de terror. Por acaso, Chuck um astronauta americano, aterriza em sua terra e a partir daí, uma série de confusões acontece na vida de Lem e Chuck. O jovem rapaz tenta ajudar o astronauta a voltar para seu planeta. Imagens bonitas, um desenho bem realizado, no entanto, não foi tudo aquilo que eu esperava.
"A princesa e o sapo" me surpreendeu. Produzido pelos estúdios Disney, na trama vemos a primeira princesa de contos de fada negra da história do cinema. Um marco e uma vitória. Depois da gordinha e robusta Fiona de "Shreck", finalmente vemos uma personagem principal diferente dos padrões de beleza que sempre apresentaram jovens branquinhas, pálidas e loirinhas, vide Rapunzel, Cinderela, A bela adormecida, dentre outras. Na história vemos uma protagonista jovem que trabalha e vai em busca de seus idéais, moderna e também sonhadora, totalmente diferente das mocinhas românticas do passado. Ponto para o estúdio que acertou em cheio ao contar uma história simples, cheia de magia e encanto, condizente com o século 21.
A tardinha ao chegar em casa, depois de dar um banho no meu filhote, botá-lo para tirar um soninho, e tomar um gostoso e relaxante banho também, afinal não sou nenhuma porquinha liguei no TCM e me deparei com o filme "Tarzan e sua companheira", um dos 50 filmes para você ver antes de morrer, que ja está na 3ª edição. Comecei a ver, por acaso e adorei.
Filme americano de 1934, produzido pelo estúdio MGM. Foi protagonizado por Johnny Weismuller, um ex nadador que foi recordista mundial e ganhou algumas medalhas nas olímpiadas em que participou, se tornou o mais conhecido dentre todos os tarzans cinematográficos (depois deste ele atuou em mais 10 filmes da série) e Maureen O'Sullivan, mãe da atriz Mia Farrow, trabalhou em 1940 na primeira versão de "Orgulho e preconceito", famoso romance da escritora Jane Austin.

Vemos uma história que contém cenas consideradas fortes para a época. Antes de iniciar a sessão um narrador conta um pouco da história do filme e curiosidades sobre ele. Ao ser lançado algumas cenas foram cortadas e anos mais tarde foram reeditadas e acrescentadas ao original. Uma das mais interessantes, mostra Jane tomando banho de rio nua ao lado de Tarzan. Ela aparece como veio ao mundo, sem nadinha para esconder. Foi utilizada uma dublê para as cenas e olha muito bonita. Na minha opinião percebi um fortíssimo "apelo sexual" na relação entre Jane e Tarzan. Em outra cena assistimos um homem se despindo e tomando banho em uma banheira. Além da tanguinha de Tarzan e das curvas a mostra da bela Jane. Outra curiosidade foi a de que antes deste filme não haviam regras tão rígidas para o corte de cenas. Posteriormente, em 1934 foi criado o "Hollywood Production Code" que proibia a exibição de: sexo, homens e mulheres nus, adultério, drogas, homossexualismo, desmoralização da religião e da família, prostituição, dentre outras coisas. Código rígido que fez com que muitos filmes fossem refeitos e reescritos.
Jane vive bem e feliz ao lado de Tarzan na Selva. Antes de escolher está vida, deixou para trás um noivo. Este decide se aventurar pela Africa na tentativa de reconquistar Jane e conseguir enriquecer com o comércio de marfim. Para isto, chama um amigo e organiza um safari na intenção de conseguir seus objetivos. Em seu caminho aparecem uma tribo de canibais que querem matá-los. Eles acabam se deparando com Tarzan e reencontrando Jane que fica feliz ao rever o ex noivo. Após isso, uma mentira leva Tarzan a ser salvo por seus amigos animais e coloca a vida de Jane em risco.
Cenas, paisagens, narrativa corajosa e direção bem cuidada tornam este filme um clássico que vale a pena ser visto por aqueles que curtem um bom filme.

O politicamente incorreto


Uma pausa nos assuntos natalinos para fazer um desabafo.
Recentemente fui a Alerj assistir a uma votação. No dia em que fui, a sessão estava marcada para começar às 15:30. Plenária lotada. Varias outras pessoas e algumas entidades estavam ali para assistir as votações.
Ai começou meu suplício. Deu 15:30 e nada de começar. 16 horas e nada. 16:30 e nada. Na verdade a sessão começou por volta de 17:00. E eu esperando pacientemente. Iniciada a sessão, poucos deputados, péssimo som, a acústica de lá é muito ruim, abafada, você não consegue entender nada. Por mais que tentasse não conseguía escutar o que os deputados falavam e quais os projetos em pauta. Além disso, uma total falta de respeito para com o cidadão ali presente. A maioria deles, estava de bate papo e não vi nenhum prestar atenção em quem falava ou ao assunto em votação. Enfim, senti uma vergonha de estar ali presenciando aquilo. Um sentimento de dor e tristeza por ver como se faz política em nosso país.
Prova disso são os escandâlos que vem a tona diariamente, nos jornais e revistas, envolvendo políticos, empresários e congressistas. Todos mancomunados em esquemas ilícitos, onde o dinheiro rola fácil sem a devida fiscalização. Ninguém esquenta a cabeça ou tem medo do que faz, pois sabem que não serão punidos.
Tenho um filho que vai completar 3 anos agora em janeiro. Uma criança ainda que tem um futuro pelo frente. No entanto, tenho me questionado muito: "Que futuro ele vai encontrar?"; "O que ele vai vivenciar?"; "Quais as perspectivas para ele?"; "O que o Brasil vai lhe oferecer de bom?". Não vejo soluções a pequeno, médio e longo prazo para isto e confesso a vocês: "tenho um grande medo do país em que meu filho está e vai viver". Infelizmente, na maioria das vezes tenho uma "grande vergonha da classe política de meu país".
Bem, para não sair do foco e da proposta do blog que é falar de cinema, vou citar alguns filmes que tratam dessa temática: política.
1) Frost/Nixon;
2) Bens confiscados;
3) O último rei da Escócia;
4) Z;
5) Desaparecidos um grande mistério;
6) Nixon;
7) Todos os homens do presidente;
8) A culpa é do Fidel;
9) Intrigas de estado.
Me perdõem se hoje mudei de assunto. Não resisti. Precisava botar para fora a decepção que senti ao ver tudo aquilo.

A felicidade não se compra

Sexta-feira, 11 de dezembro, um dia de muito sol depois de uma semana com muita chuva, aconteceu minha confraternização de final de ano com o pessoal do meu trabalho. Um dia muito gostoso e agradável ao lado de alguns colegas, diretoras e a presidente do Sindicato. De manhã participamos de uma missa, celebrada pelo meu grande amigo padre Roberto e a tarde almoçamos e curtimos momentos alegres e divertidos. Vocês acreditam que a Fafá de Belem participou da festa? Pois é, até ela marcou presença. Na verdade foi um colega que se tranformou nesta excelente cantora e nos fez chorar de rir. Engraçadíssimo.
Ah, e preciso dizer, comi pra caramba. Devo ter engorado uns 200 kilos tamanha quantidade de ccalorias que ingeri. Mas, meus amigos não teve como resistir a um delicioso churrasco, com direito a um leitão a pururuca e as sobremesas de tirar qualquer um do sério. Ufa! Uma doce tentação. Depois eu corro átras do prejuízo.
A noite para não perder o hábito peguei um filme natalino para ver. Como não tinha outra boa opção e nem uma ótima companhia ao lado para fazer outra coisa, o jeito foi ver um filme. Peguei "A felicidade não se compra" do excelente diretor Frank Capra. Para mim um dos melhores filmes já realizados pelo cinema. E se tem uma história que fala de forma bonita e verdadeira sobre o real sentido do natal, e nunca fica velho é este aqui. Foi produzido em 1946 e concorreu aos oscars de melhor filme, diretor e ator. Porém, injustamente não ganhou nenhum.
O filme conta a história de um homem bom, correto e honesto que por um infortúnio do destino perde tudo que tem. Interpretado pelo ator James Stewart, numa atuação espetacular, pelo menos considero este um de seus melhores trabalhos, desesperado seu personagem toma uma atitude drástica, decide se matar. Um chefe de família exemplar, bom pai, bom marido, amigo, procura ajudar as pessoas sempre que pode sem desejar o retorno por parte deles. No entanto, um homem, oposto a ele atravessa seu caminho e uma coisa ruim acontece. Estamos na época de natal. A partir daí, desesperado e sem coragem de encarar sua família, a morte foi a saída encontrada para acabar com sua dor.
Ao tentar se atirar de uma ponte, de repente um anjo aparece em sua vida. Aos poucos este ser "iluminado" que precisa praticar uma boa ação para ganhar suas asas, vai mostrando a George tudo de bom que ele ja fez e a falta que irá fazer na vida de sua família e seus amigos. Uma belíssima lição. O filme nos mostra o quanto devemos acreditar no lado bom do ser humano e não perder a esperança na humanidade. Apesar de tudo de ruim que vemos mundo afora, ainda sim vale a pena acreditar que existem seres diferentes com coração bom, capazes de olhar ao próximo com amor, ajudando-os sem querer algo em troca. Amor em sua forma pura.
E o natal é justamente uma data que simboliza este ideal de amor e sentimentos bons. Momento para pararmos e refletirmos sobre nossas vidas e sobre o que podemos melhorar em nós. E não podemos esquecer que o natal representa verdadeiramente "o nascimento de Jesus Cristo", um ser que veio ao mundo dar o melhor de si para alcançarmos o melhor de nós.
Quem ainda não viu, por favor, aluguem, baixem na internet ou peguem com amigos, pois é uma das histórias mais comoventes que ja vi.







E viva Papai Noel!



Neste domingo, dia 06 de dezembro, o Clube de Regatas Flamengo, sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro 2009. Uma surpresa, pois muita gente não acreditava nesta vitória. Embora não seja flamenguista, sou vascaína de coração e alma, não poderia deixar de parabenizar o time, afinal sou carioca. E apesar de não ser muito fã e amiga deste time, tenho de admitir que ele chegou lá, mais uma vez. Ah, não podemos esquecer de falar no Botafogo e no Fluminense, que por uma graça divina não foram rebaixados a segunda divisão. E o meu vascão em 2010 estará de volta ao clube dos grandes e quem sabe não será o próximo campeão carioca ou brasileiro. Torcida não vai faltar.
Enfim, todo esse lero-lero, sobre futebol foi a forma que encontrei para entrar no tema de hoje. Chegamos a dezembro, um mês de muita festa, afinal dia 25 de dezembro comemoramos o natal, uma data que considero a mais bonita do ano. E uma das figuras mais conhecidas e vistas nesta época é o nosso querido, alegre, sorridente e bondoso "Papai Noel".
E não existe lugar onde esta figura foi mais bem retratada e representada do que no cinema. Papai noel até hoje é assunto para muitos e muitos filmes. Sempre amigo, simpático e carismático.
Portanto, para alegria das crianças e dos fãs desta ilustre figura, vamos ao que interesse, filmes e mais filmes que falam do papai noel. Os melhores para mim são:
1) "Santa Claus, o papai noel" = para mim um clássico e um dos melhores ja feitos sobre o assunto. Todo ano era sagrado, chegava dezembro e o SBT, passava em sua sessão dominical este famoso filme que conta de forma alegre e bonita a história do bom velhinho. Eu adorava. Na história, um senhor que faz brinquedos, por acaso se torna o papai noel e a partir de então, passa a distribuir sonhos a todas as crianças. Temos um personagem muito legal, interpretado pelo saudoso Dudley Moore (o cara de "mulher nota 10") que é um duende. Ele é o grande amigo e ajudante de noel. Os dois se juntam e vivem uma aventura fantástica, repleta de magia, confusões e luta do bem contra o mal, este personificado na figura do ator Jon Lithgom, um homem rico que quer conquistar o mundo e consequentemente o natal. Muito bonito. Quem não viu, por favor, pegue. Pode confiar, vale a pena.
2) "Milagre na rua 34" = Lindo e perfeito. O filme é de 1947 e para mim o melhor. Na história, um senhor trabalha em uma loja de departamentos vestido como papai noel. Lá ele conhece a pequena Susan, interpretada pela Natalie Wood (uma criança antes de despontar para o sucesso). Por causa da influência de sua mãe (a ótima Mauren H'ora), a menininha não acredita em papai noel. Então, cabe ao bom e velho senhor provar que ela esta enganada e que ele de fato existe. Mágico e cativante. Em 1994, ganhou uma nova versão. Porém, esta aqui não é tão boa quanto a original. Mas, mesmo assim, agrada aos fãs.
3) " Papai noel existe" = um bom filme, estrelado pela ex pantera, Jacelyn Smith. Na trama, uma dona de casa tenta ajudar papai noel a não perder sua querida casa, pois uma empresa de petroleo, onde seu marido trabalhar tem intereses financeiros na região em que ele mora. Comovida, ela se torna amiga do bom velhinho e a partir daí, começa uma aventura na tentativa de que sua casa não seja destruída. Ela passa a acreditar na existência de papai noel e no verdadeiro sentido do natal. Não é um grande filme, mas distraí.
4) "Meu papai é noel" = divertido. Estrelado pelo ator Tim Allen, um bom comediante. Na trama, papai noel cai no telhado de um homem e é informado pelo mesmo, que devido a alguns problemas, ele será o responsável em cumprir a tarefa de entregar presentes a todas as crianças na véspera de natal. Alegre e simples, um bom filme, que agrada tanto crianças como. Teve mais duas continuações, não tão boas.
5) "Rudolph, a rena do nariz vermelho" = Meu Deus, é um desenho lindo, feito com bonecos. Marcou demais a minha infância e sempre passava no SBT. Quanta saudade!!! A história é linda, graciosa e tão bem contada. Rudolph, é uma rena que tem o nariz vermelho. Seu sonho é ser uma das renas de papai noel. Ápos algumas confusões e dificuldades, finalmente nosso personagem consegue o que tanto sonhou, se torna uma das renas e ainda ajuda papai noel a salvar o natal. O filme é bem antigo, pois eu devia ter uns seis ou sete anos quando o vi pela primeira vez. Uma boa pedida para a criançada.
A mágia do natal chegou através de um dos personagens mais cativantes que a literatura ja criou. Confesso a vocês: eu sou fã do papai noel............rsrsrs.

Sim, existe beleza na morte!


Um dos nossos maiores medos é o de morrer. Do nascimento até nossa morte, temos o destino traçado. Digo isso, no sentido de sabermos que não somos eternos, e numa determinada hora que não sabemos qual, partiremos. Se pudessemos escolher, com certeza, não gostaríamos nunca que este dia chegasse. Quem dera pudéssemos viver eternamente ou, então, tivessemos discernimento para aproveitar cada coisa maravilhosa que a vida nos dá diariamente. Muitas vezes, só conseguimos perceber o lado bom das coisas quando chegamos na reta final.
Falar da morte é um tema delicado e difícil. Pensar que um dia iremos perder aqueles que tanto amamos é mais sofrido e doloroso ainda. Uma consequência natural da vida que custamos a aceitar.
Quanto a mim, tenho refletido e pensado muito neste assunto.

E, por indicação de um amigo blogueiro, assisti ao filme "A partida", que foi o ganhador do oscar deste ano de melhor filme estrangeiro e trata exatamente deste assunto: a morte.

Realizado no Japão, pelo cineasta Yojiro Takita, desconhecido por aqui, mas um diretor de sucesso em seu país, o filme faz uma narrativa poética e singela sobre um homem que, ápos perder seu emprego como violoncelista, por uma casualidade do destino, começa a trabalhar em uma funerária e, ali, descobre sua verdadeira vocação e o sentido de sua vida aqui neste mundo.

Na trama, o personagem principal chamado Daigo, foi educado por seu pai para se tornar um grande violoncelista. Apesar de não gostar tanto assim desse ofício, ele seguiu os ensinamentos dele e concluiu seus estudos nessa área. Já adulto e casado com a jovem Mika, ele mora em Toquio e trabalha em um Conservatório de música. A perda do emprego e as dificuldades econômicas o obrigam a voltar para a pequena cidade, onde morava com sua mãe já falecida, quando era pequeno. Lá, ocorre a "grande mudança de sua vida". Procurando emprego, ele encontra um anúncio bastante atraente. Ao ser entrevistado, descobre que irá trabalhar como uma espécie de agente funerário. Ele será o responsável em ajudar um senhor, dono da empresa, a preparar os cadáveres para serem cremados. É realizado um "tipo de ritual" onde os corpos são preparados cuidadosamente, seguindo ao que me parece uma antiga tradição japonesa. E digo para vocês: é linda a forma como eles cuidam do corpo, mesmo sem vida.

No início, o choque, o susto. Depois, o prazer, o amor. A descoberta de sua verdadeira vocação. O encontro com seu eu. Sofrimento, angústia, momentos de profunda dor e tormento pelo medo de sua esposa não aceitar seu novo trabalho, mostram o quão é difícil aceitarmos e entendermos a morte. As cenas em que Daigo se isola em si mesmo, refletindo sobre sua nova vida nos emociona. Seu medo é notório. No entanto, a forma como ele passa a compreender a vida é de uma beleza encantadora.

Numa cena, que considero uma das mais fortes e bonitas do filme, vemos um pai aos prantos se ajoelhar perante dois homens, triste, arrasado, pelo fato de ter perdido seu filho, que se suicidou. O rapaz era homossexual e se vestia como mulher e o pai não aceitava isto. Somente, ápos seu fim, ele entendeu que o amor estava acima de qualquer preconceito. Independente de qualquer coisa, o rapaz era seu filho. Só que já era tarde.

No final, Daigo reencontra seu pai, após anos sem contato. Último encontro, já que acabara de falecer. Ali, ele relembra histórias ja esquecidas e apagadas de sua mente. Descobre sentimentos e dores guardadas dentro de sua alma e percebe que, no final, tudo isso não se mostra mais forte do que o amor. Sim, o amor. Apesar de tudo, a alegria por poder se despedir do seu pai e revê-lo nos ensina que daqui não levamos nada, a não ser isto, sentimentos verdadeiros. E que o amor está acima de tudo, inclusive da dor. Alegria pela vida que virá (sua esposa está grávida) e tristeza pela partida (a morte de seu pai).

Enfim, vendo este filme consegui perceber que a morte tem seu lado belo, apesar da dor e do sofrimento pelo qual passam os familiares da pessoa falecida.

Bem, meus amigos, enfim chegamos a dezembro. E a partir do próximo texto, o cinecabeça vai falar sobre esta data tão importante do nosso calendário. Serão textos leves, alegres e divertidos.

Não resisti, 500 dias com ela me conquistou!

Sexta-feira, dia 20 de novembro, feríado aqui no RJ, em virtude do dia da "Consciência negra". Dia de sol, temperatura beirando os 40 graus, um calor infernal. A noite fui ao cinema com meu amigo Marcelo, do blog "Diz que fui por ai", assistir a "500 dias com ela". Há muito tempo queria ver este filme, pois li diversas resenhas sobre ele e críticas também, elogiando a qualidade do roteiro. Valeu a pena. Todos acertaram.

Não resisti ao filme, e decidi falar sobre ele, pois me identifiquei demais com o personagem principal, chamado Tom e super bem interpretado pelo Joseph Gordon Levitt (10 coisas que odeio em você). Ao contrário dos filmes românticos que vemos por ai, o sonhador que acredita no encontro de almas gêmeas é interpretado por um homem. E o realista que não acredita no amor e só quer curtir o momento, sem grandes perspectivas, é interpretada por uma mulher, a personagem Summer, da bela Zooey Deschanel (Fim dos tempos e Sim, senhor).

Desde novinha, sempre acreditei (na verdade me fizeram acreditar) que um dia encontraria o "grande amor de minha vida", aquele homem perfeito, sem defeitos, trabalhador, bom caráter, lindo, que acima de tudo iria me amar pela vida inteira. Me aceitaria do jeito que sou, com meus horríveis defeitos e minha chatice. Ai, que mentira! Até um tempinho átras, acreditei de corpo e alma nessa falácia. Com o amadurecimento e algumas experiências pessoais, percebi que isto não existe. É uma ilusão que colocam em nossa cabeça. Até entendo porque nos passam essa idéia. No fundo, no fundo, nossos pais querem nos preservar de dores e frustações. E toda mãe, sonha em ver sua filha feliz, ao lado de um bom homem. Minha mãe sonhava com isso e me educou para isso. Infelizmente, esta visão "romanceada" da vida me fez perder algumas oportunidades e ajudou a criar em minha cabeça, uma falsa verdade sobre o amor.

O filme tenta desmitificar está idéia. E o roteiro é muito bem escrito e as idéias bem elaboradas. A direção ficou a cargo do estreante Marc Webb.

Na trama, Tom é um jovem rapaz que trabalha como desenhista de cartões em uma empresa. Formado em arquitetura, este não é o trabalho com a qual ele sonhou. Lá, ele conhece a jovem Summer, assistente de seu chefe. De cara, ele encanta-se com o ar leve e tranquilo dela. A partir desse dia, o primeiro de 500, contados de forma aleatória, o diretor opta por não dar uma sequência cronológica, vemos as aventuras e desilusão deste jovem. O início, encantador e mágico, o meio, gostoso e alegre e o final triste e sofrido. Summer, não nutre o mesmo sentimento que Tom demonstra ter por ela e isso faz com que num determinado dia, por volta do 185, as inevitáveis crises comecem. Sofrimento, angústia e dúvidas, levam nosso personagem a tentar entender o porque dela não sentir o mesmo por ele.

No fim, após dias de depressão, amargura, bebedeiras e desilusões, Tom toma uma decisão, resolver pedir demissão de seu emprego e busca uma oportunidade dentro de sua área, a arquitetura. E já conformado, num dia, por acaso, encontra Summer, casada. Uma conversa amigável e sincera, mostra a Tom que a vida não é objetiva e linear da forma como ele acreditava e que as vezes o que parece ser o certo para um não o é para o outro. Summer, gostou de Tom, do jeito dela. No entanto, ainda não era ele o homem pelo qual ela se apaixonaria. Somente, depois de conhecê-lo e de aprender algumas coisas com ele, ela finalmente encontrou o "seu amor". Uma surpresa. E Tom, mais amaduro, enfim, consegue compreender que o amor pode ter várias nuances e acontece de uma forma imprevisível, ocasional, sem esperarmos. Vide a cena final, em que ele fala que "o amor não é algo cósmico e sim um sentimento terreno e humano". Define de forma perfeita, este sentimento. E quem sabe agora, ele não encontre um amor.

Uma das melhores sequências, mostra Tom, depois da primeira noite com Summer, indo trabalhar, com um sorriso de alegria e felicidade nos lábios. Uma bela música, com direito a coreografia e passarinho azul, marcam a cena. Engraçadíssima. A trilha sonora é ótima. The Smiths, Doves e Patrick Swayze marcam presença.
Enfim, uma comédia nada romântica que não deixa de ter sua pitadinha de romance.

A MGM, quem diria, está à venda!




Na segunda-feira, dia 16, lendo o jornal "O globo" on line, me deparo com a seguinte manchete: "Gigante de Hollywood, MGM anuncia que está à venda". Caramba, levei um susto. Rapidamente, comecei a ler a matéria para saber detalhes. E lá descubro que em virtude de dificuldades econômicas, seus diretores decidiram procurar novos parceiros. Embora, não admita, me parece que o grande estúdio, esta com uma enorme dívida com seus credores e um dos caminhos encontrados para sanar tal problema seria este.
Desde que me entendo por gente, sempre considerei o MGM um dos grandes estúdios de cinema do mundo. Uma pena saber que esta na situação em que se encontra.
Originada da fusão de três estúdios: "Metro Picture Corporation", "Goldwin Picture Corporation" e "Louis B Mayer Corporation", em 1924, ganhou o suntuoso nome MGM, marca conhecida, principalmente pelo seu famoso "Leão". Tornou-se um dos maiores estúdios do mundo, produzindo filmes que são considerados grandes clássicos e campeões de bilheteria em toda a história do cinema, transformando-se, assim numa potência cinematográfica. A direção ficou a cargo dos produtores Louis B Mayer (um dos chefões de Hollywood) e Irving Thalberg.
Ao longo de 8 décadas de vida, a MGM produziu uma centena de películas. Destaque para as décadas de 30 e 40. Neste período, foram filmados alguns dos maiores sucessos que o cinema ja conheceu. Anos de ouro para o estudio. Uma empresa bem estruturada, qualidade técnica impécavel e investimento pesado em filmes com alta qualidade, contribuiram para a contratação de grandes astros de Hollywood como: Clark Gable, Judy Garland, Greta Garbo, Elizabeth Taylor, dentre outros. Além, claro, dos melhores diretores da época, sendo os principais: Victor Fleming, George Cukor, Fritz Lang, Vincent Minelli e Stanley Donen.

No final da década de 40 e início da 50, os musicais passam a ser o tema principal em suas produções. Astros, como: Fred Astaire, Gene Kelly, Frank Sinatra, Howard Kell, Jane Powel, ganham projeção.

Em fins da década de 50 e início da 60, com o advento da televisão e o envelhecimento de seus astros, o estúdio perde uma parte de seu público. Posteriormente, nos anos seguintes, a MGM mantêm-se no mercado, no entanto, nunca mais conseguiu a mesma projeção e o mesmo status das décadas de 30 e 40. Em 2004, um grupo japonês representado pela Sony Pictures, compra o grande estúdio. A patir daí, ela deixa de produzir filmes e se torna mais uma marca da Sony.
Relembro com imensa alegria, alguns clássicos, realizados por este estúdio:
1) Cantando na chuva;

2) O mágico de oz (encantador. Adoro este filme!);

3) E o vento levou;

4) Ben Hur;

5) David Copperfiel;

6) Grand Hotel;

7) Quovadis;

8) Sete noivas para sete irmãos (um belo musical);

9) O médico e o monstro;

10) Dr. Jivago;

11) Gigi;

12) 2001, uma odisséia no espaço;

13) Poltergeist, o fenomêno (fiquei uma semana sem dormir por causa do palhacinho deste filme);

14) Platoon;

15) Thelma e Louise;

16) Rain Man;

17) A gaiola das loucas (hilário);

18) Feitiço da lua;

19) Um peixe chamado Wanda;

20) 9 1/2 semanas de amor;

21) Doze homens e um segredo.

Enfim, uma bela história que merece respeito e admiração por parte daqueles que gostam de cinema.

PS. para elaborar o texto de hoje, foi necessária uma pesquisa na net. Por isso, vou citar os sites que utilizei para elaborar o conteúdo apresentado:

- www.chambel.net
- www.mundodasmarcas.blogspot.com





De frente para o espelho


Todos os dias ao acordamos, nos deparamos com algumas notícias que podem mudar nossa forma de ver a vida. E isso aconteceu comigo em 25 de agosto deste ano. Neste dia, fui com minha irmã ao médico e lá recebemos a confirmação de que tinha com um câncer na mama direita. Não era grave, estava num estágio inicial e ela teria de passar por uma cirurgia e posteriormente pela quimioterapia e radioterapia. Operação realizada com sucesso exatamente um mês após a descoberta. Recuperação maravilhosa. Atitude positiva. Minha irmã tem uma força enorme, um exemplo de luta e perseverança, sempre alto astral e muito confiante.
Quanto a mim, admito que a notícia me abalou. Levei um tempo para entender e comprender que ninguém esta livre de passar por isso e que pode ser uma pessoa a quem amamos muito, como é o meu caso. Minha irmã, tem 51 anos e eu 33. São 18 anos que nos separam, e mais do que uma irmã ela é minha segunda mãe, uma amiga, uma companheira, uma confidente. Temos nossas diferenças, porém, o laço de amor e carinho que nos une é verdadeiro e sincero. Enfim, faz parte da vida e temos de estar preparados para qualquer situação.
Neste período, comecei a pesquisar sobre o assunto na net e também tenho lido livros que falam sobre o tema. Há duas semanas átras, ela inciou as sessões de quimioterapia. E, neste final de semana, como consequência do tratamento, seu cabelo começou a cair. Imediatamente ela foi ao cabelereiro e raspou suas madeixas ficando quase careca. Ao se ver no espelho ela tomou um susto e ficou alguns minutos parada, olhando para seu rosto. Uma imagem forte que mexeu comigo. Escondida em um canto, sem ela ver e perceber, as lágrimas desceram.
O motivo de escrever este texto, foi a lembrança de alguns filmes que tratam de dores e dramas pessoais. Histórias reais ou ficticías realizadas com o objetivo de fazer com que pensemos sobre nossa breve existência aqui neste louco mundo. No domingo, dia 15 de novembro, peguei dois para rever: "Minha vida sem mim" e "Invasões bárbaras".
Dentre os que vi e me marcaram, posso citar:
1) "Minha vida sem mim" = a trama conta a vida de uma moça, chamada Ann, na faixa dos 20 anos, interpretada pela maravilhosa Sarah Polley, que descobre ter um câncer, em estágio avançado e mediante isso, tem pouco tempo de vida. Casada, mãe de duas crianças, jovem, pobre, trabalhando como faxineira em uma Universidade, morando no quintal de sua mãe e sem perspectiva de grandes acontecimentos, uma série de questionamentos vem a sua mente. Ela decide não contar a ninguém sobre sua doença e resolve fazer uma lista de coisas que sempre desejou fazer e nunca fez. A partir daí, seus desejos se transformam em realidade e ela começa a viver coisas que sempre sonhou e que não pode fazer antes. Uma das atitudes que toma é a de gravar fitas com mensagens de aniversário para suas filhas até elas completarem 18 anos. Belíssimo!!!! Comovente, sem ser piegas. Meu queridíssimo e adorado diretor Pedro Almodovar, foi um dos produtores do filme. O cara tem bom gosto e sabe quando o material é bom. Chorei pacas.
2) "Lado a lado" = estrelado pelas ótimas Susan Sarandon e Julia Roberts, o filme conta a história de duas mulheres, uma a ex esposa e a outra a atual namorada, de um recém divorciado. Seus filhos e sua ex não aceitam a nova namorada. No entanto, após alguns conflitos de relacionamento, com a passagem do tempo e a convivencia, ambas irão passar por uma descoberta que marcará suas vidas. A ex esposa no início se mostrará chata e criticará a namorada do marido de todas as formas. E olha que a moça tenta ser amiga e manter um bom relacioamento com as crianças e a ex esposa. Porém, ao descobrir que está doente, sua visão irá mudar. Mediante isto, a atual irá se tornar a única pessoa com quem poderá contar após sua morte, para cuidar de seus 2 filhos. A partir daí, a história da uma virada. Medo, dor, preocupação, sentimentos que permeiam a cabeça de uma mãe, que não poderá curtir seus filhos da forma como gostaria. E tem como única aliada uma mulher a qual ela não gosta. Reviravoltas da vida. Dirigido pelo Chris Columbus, o mesmo de "Esqueceram de mim". Ótimo filme.

3) "Invasões bárbaras" = filme que deu continuidade a "O declínio do império americano". Embora, os personagens sejam os mesmos, a trama é bem diferente do primeiro. Neste aqui, temos o reencontro de grandes amigos depois de alguns anos sem se verem. Um deles chamado Remi, um professor universitário, adoece, devido a um câncer, já em estágio terminal. Seu filho, um jovem bem sucedido com uma sólida carreira, trabalhando na área financeira, se vê obrigado a ajudar seu pai, que sem condições materiais, fora internado em um hospital público. Ideológias opostas, visões de mundo completamente antagônicas. Ao longo da narrativa, vamos observando a tentativa de um filho em oferecer ao pai o melhor. Ao longo da vida, pai e filho nunca se deram bem e a doença faz com que ambos se unam. Diálogos muito bem redigidos, direção extremamente competente de Deny Arcand. Sensível e emocionante. O ponto forte da trama é o desenvolvimento de concepções diferentes de vida e de mundo, no personagem de pai e filho. A doença é so o pano de fundo, para abordar questões políticas e ideológicas opostas de duas gerações.
4) "Antes de partir" = interpretado pelos ótimos Jack Nicholson (ator maravilhoso) e Morgan Freeman. Na trama o personagem de MF após ser internado em um hospital conhece o personagem de JN. Ambos estão com câncer e tem pouco tempo de vida. Dramas em comum, eles decidem curtir aquilo que querem e partem numa aventura em busca de concretizar sonhos e desejos deixados para segundo plano. Singelo e comovente. Que história!!!
Bem, vou encerrando por aqui. E quem desejar e tiver curiosidade, assista a qualquer um deles. Vale a pena. A vida é tão curta que temos de vivê-la da melhor forma possível.











Finalmente a TV por assinatura aterrisou no meu planeta


Meus caros, não posso deixar passar em branco um momento tão especial como este. Depois de uma longa espera e de algumas tentativas frustradas, finalmente a TV por assinatura chegou aqui em minha humilde casa. Estou tão alegre e contente, pois há muitos anos mesmo eu queria ter acesso a este tipo de serviço, só que por motivos financeiros não pude fazer antes.
Na semana passada, a senhora que toma conta de meu filho, me entregou um folheto falando de uma promoção da Oi que agora oferece aos seus clientes, tv por assinatura a um preço bem acessível. Não perdi tempo e no mesmo dia entrei na net para pesquisar o site e realmente verifiquei que valia a pena. O preço estava bom e as opções de canais também.
Imediatamente, liguei para meu compadre Marcelo (do blog “diz que fui por ai”) que entende deste assunto para colher informações sobre os canais e sua qualidade. Vocês devem imaginar qual o meu principal interesse neste tipo de serviço né? Acertou quem pensou: os canais com filmes e séries. Isso mesmo. Poderei ver ótimos e excelentes filmes.
Após, fazer minha pesquisa de mercado e consultar meu amigo, que me relatou os melhores canais de filmes, pude constatar que dois deles estavam no pacote que me interessei. O TCM que passa somente filmes e séries antigas (ah! Eu amei este aqui e acreditem vai ser um dos mais utilizados por mim) e o HBO, que segundo já escutei de pessoas amigas é muito bom. Outro que dizem que ser de boa qualidade, porém não faz parte do pacote é o “Telecine”. Uma pena! Seria maravilhoso para mim, uma cinéfila de carteirinha, se pudesse ter acesso aos três. Mas, fazer o que, a vida não é perfeita.
Assim que foi instalada, comecei a zapear por todos os canais para verificar se tava tudo certinho. E aproveitei para entrar no site de cada uma e ver a programação do mês de novembro. Logo de cara, vi que na TCM no mês de novembro vão passar alguns excelentes filmes de diretores que eu gosto muito e o melhor num horário que vou poder assistir. Serão exibidos: “Morte em Veneza”, “Lolita” (a primeira versão em preto e branco), “Bonnie e Clyde”, “O alucinado”, “Christine, o carro assassino”, “Corpos ardentes” (sensualíssimo) e “A dama de Xangai” (com o ator e diretor Orson Welles. Este ainda não vi), Casablanca”, “Sabrina”, “Cinderela em Paris”, e mais outros maravilhosos filmes. Ai, este será o caminho da minha perdição...rsrs. Bem, confesso que existem também outras coisas que nos levam a perdição além de um bom filme. Mas, isto é assunto para uma outra ocasião.
Na estréia assisti a 3. É, fiquei a noite toda acordada vendo filmes. O ruim foi que no dia seguinte acordei cedo e fiquei um caco. Mas, acreditem, valeu a pena.
O primeiro que vi foi: "Hancock" com Will Smith. Muito ruim, não gostei da história. Sem graça e sem nexo. Uma decepção. O segundo "O orfananto", pelo contrário, para mim muito bom. Um bom suspense espanhol, produzido pelo ótimo Guilhermo Del Toro (para quem não conhece é o diretor do excepcional "O labirinto do fauno"). Álias, este este aqui indico a qualquer um, o filme é fantástico. Na história uma mulher compra o antigo orfanato em que foi criada para reabrí-lo. Ela tem um lindo filhinho chamado Simon, que também foi adotado e tem aids. A partir daí, o garotinho começa a ver e escutar coisas que estão além da compreensão humana. No desenrolar da trama percebemos o porque do garotinho agir da forma como age. Ótimo. Um detalhe: Vocês lembram do senhor Barriga do seríado Chaves? Pois bem, ele aparece aqui fazendo o papel de um paranormal. Para fechar a noite, vi: "O iluminado", um clássico, dirigido pelo Stanley Kubrich e protagonizado pelo Jack Nicholson em ótima performance. Foi muito bom rever este filme e relembrar de alguns detalhes.
Bem é com imensa alegria que termino meu texto e compartilho aqui com vocês um momento de pura felicidade.
Com certeza, daqui para frente terei material para muitos e muitos textos. Me aguardem.

Bibliografia não autorizada


Em agosto, minha sobrinha iniciou seu curso de Enfermagem na UFRJ. Assim que começaram as aulas foi oferecido sem custo algum uma assinatura de qualquer revista que ela escolhesse.
Pensando em mim e no meu gosto pela leitura, imediatamente aceitou e fez. A revista escolhida foi a "Isto é". A partir daí, recebo uma nova edição toda semana. Fiquei muito feliz com a lembrança e com o belo presente que ganhei. Sempre que chega a nova edição, pego para ler com a maior vontade. So fico triste pelo fato dela não ter o mesmo gosto pela leitura que eu. Uma pena.
E na semana do "Dia do Professor", dentre todas as matérias escritas, uma em especial me chamou a atenção. Um tema interessante e bem antigo. A vida íntima de grandes astros e estrelas do show business.
A reportagem fala sobre "a bibliografia não autorizada do Paul Newman". Para quem conhece foi um dos grandes galãs de Hollywood e morreu ano passado aos 83 anos. Conhecido por atuar em grandes filmes, como: "Golpe de mestre"; "Butch cassady"; "Cortina rasgada"; "A cor do dinheiro"; "Gata em teto de zinco quente"; "Inferno na torre"; "Bufallo Bill"; "O mercador de almas"; "O indomável", dentre outros (estes são os que lembro que vi dele), teve uma carreira de sucesso e uma vida pessoal muito reservada. Pelo menos foi assim que tentou demonstrar ao longo dela. Homem discreto, marido fiel e bom pai de família.
Na bibliografia, intitulada "O homem por trás de Baby Blues", o autor, Darwin Porter, elaborou uma história desmistificando e derrubando toda essa imagem que Paul Newman construiu ao longo de sua vida. O autor que já escreveu sobre outros astros do cinema, faz revelações extremamente íntimas.
Pelo que li na reportagem, ele foi bissexual, teve casos com inúmeros astros e estrelas, como Marlon Brando, Marylin Monroe, James Dean, Rock Hudson, Audrey Hepburn, Montgomery Cliff, dentre outros. No texto, sua carreira artistíca é deixada em segundo plano. O que vale é sua vida íntima, mais precisamente sexual. Dividiu as amantes com seu filho mais velho e até sua esposa por mais de cinquenta anos, a atriz Joanne Woodward dividiu a cama com ele e seu primeiro marido, o escritor Gore Vidal.
Enfim, ao invés de destacar a qualidade de seu trabalho e sua ampla filmografia, que é excelente, o que vale e importa aqui são suas qualidades "sexuais". Infelizmente, este tipo de publicação faz muito sucesso entre o grande público. Ao invés de nos interessarmos pela obra de um grande ator, muitas das vezes damos valor a sua vida íntima. E o pior, criticamos esta ou aquela atitude. O que me importa se o cara gostava de transar com homens e mulheres, ou se usava uma imagem de marido perfeito? Isso dizia respeito a sua consciência. Tenho certeza, que agora ele ta acertando as contas com o homem la em cima. Quem somos nós para criticarmos a vida de alguém. Somos humanos e passíveis de erros.
Não li o livro e não posso dizer se as informações são verdadeiras ou não. E sinceramente, não é isso que torna alguém melhor ou pior que o outro. Para mim o que vale é sua qualidade como intérprete. E isso ele foi, pois atuou muito bem em todos os filmes citados acima e em outros também. Fez muito sucesso em sua carreira, ganhando inclusive alguns prêmios importantes, dentre eles o Oscar de melhor ator.
Enfim, que possamos refletir um pouco sobre os "valores que damos as pessoas".