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E papai noel lembrou-se dessa apaixonada por cinema


Enfim, é dia de natal. Momento de confraternização, alegrias, abraços, comidas gostosas e troca de presentes. Em minha casa todos os anos, desde que me entendo por gente, cumprimos o mesmo ritual. Na véspera de natal, comemos um delicioso e saboroso "Bacalhau à Gomes de Sá" (família portuguesa) e no dia almoçamos um "Peru, chester ou tender assado". Tradição que segue de ano em ano e acredito irá durar por um bom tempo. Afinal, meu pai um senhor de 76 anos não abre mão de ter sua pequena família (eu, minha irmã e meu irmão) reunida junto dele.
Neste natal, papai noel foi muito bom comigo. Ganhei alguns presentes e sabem do que mais gostei? Isso mesmo DVDS de filmes antigos. Foram 6 no total. Vocês podem imaginar a minha alegria né, afinal, quem me conhece sabe o quanto eu amo cinema, principalmente filmes antigos. Portanto, não existe presente melhor para um cinéfilo do que um bom filme.
Então, resolvi escrever e indicar para vocês estas maravilhosas e fantásticas películas que fizeram do meu natal uma data muito alegre, pois eu adoro ganhar presentes, ainda mais filmes. Vamos lá:
1) ABBA live TV - bem, este aqui não é um filme, mas um show com várias cancões deste grupo sueco que fez muito sucesso nos anos 70. Eu simplismente adoro este grupo. Para mim eles são demais. Aprendi a gostar deles, graças a minha irmã. Quando eu era pequena, tinhas uns 5 anos, minha irmã tinha uma fita cassete deles (tenho essa fita até hoje) e a escutava direto, e eu ficava perto ouvindo. Achava uma delícia as músicas e a batida. E o gosto ficou. E o cinema, já utilizou muitas de suas músicas em grandes sucessos, como: "Priscila, a rainha do deserto", "O casamento de Muriel" e "Mamma mia". Já fui chamada de brega, cafona e antiquada por muitos colegas e amigos, mas não importa. Eu gosto e ponto.
2) E o vento levou - um clássico do cinema, cultuado por gerações. Lá se vão 70 anos de seu lançamento e até hoje é considerado um dos grandes filmes que o cinema já produziu. Produzido por David O Selzenick, dirigido pelo famoso Victor Fleming e protagonizado pelos astros Vivien Leigh e Clarck Gable, ele ganhou 10 oscar. Um dos maiores vencedores desta premiação. Um filmaço que vale a pena qualquer amante da sétima arte assistir.
3) Anna e o Rei de Sião - filme de 1946, protagonizado por Irene Dure, que ganhou outras duas versões, protagonizadas respectivamente por Deborah Kerr (1956) e Jodie Foster (1999). A trama gira em torno de um professora inglesa viúva que muda-se com seu filho para um país chamado Sião e lá será responsável por educar os filhos do rei. Ápós algumas dificuldades iniciais de adaptação aquele terra e ao modo de vida local, aos poucos Anna se aproxima do rei e consegue modificar algumas de sua atitudes e pensamentos. Lindo.
4) Sete noivas para sete irmãos - filme de 1954, um belo musical protagonizado pela linda Jane Powell e pelo simpático Howard Kell. Na trama, vemos uma família composta por sete irmãos, todos solteiros que moram em uma fazenda sem pai e sem mãe. Adam, o irmão mais velho, decide ir a cidade e se casar. Ao chegar, conhece a jovem Milly e se apaixona. Já casado, leva sua bela esposa para morar com ele e seus irmãos. Rapidamente todos percebem que precisam se casar também e a partir dái, uma série de confusões acontecem na vida desta família. Um lindo musical, dirigido pelo conhecido Stanley Donen ("cantando na chuva", "cinderela em Paris" e "o pequeno príncipe") fez muito sucesso na época de seu lançamento. Passou uma trilhão de vezes na sessão da tarde. Alegre e super jovial, pois os hormónios estavam em polvorosa na vida daqueles jovens rapazes.
5) Ladrões de bicicleta - filme italiano de 1948, dirigido pelo famoso Vittorio de Sica. Uma história e tanto. Linda demais. Nos faz pensar e refletir sobre a vida. A história se passa na Italia do pós guerra. Antonio Ricci um pai de família desempregado, precisa trabalhar. Para conseguir um emprego como colador de cartazes é necessário que ele tenha uma bicicleta. Como ele não possui este meio de locomoção, ela da um jeito e consegue uma bicicleta. No entanto, após ser roubada e entar em desespero, ele incia uma empreitada ao lado de seu pequeno filho para recuperá-la. Lindo. O filme trata de questões fortes como: pobreza, miséria, falta de perspectivas, desemprego, mercado de trabalho, sofrimento, dentre outras. Como o filmé é de 1948, seu diretor soubre retratar de forma muito clara, as dificuldades que muitos homens passaram naquele período. Assistam. O filme é espetacular.
6) Ginger e Fred - filme de 1985, dirigido pelo conceituadíssimo Frederico Felini e protagonizado pelos famosos Marcelo Mastroiani e Giulietta Masina. Na trama, dois amigos que no passado foram dançarinos, imitando a dupla Fred Astaire e Ginger Rogers, se reencontram após anos separados em um concurso de dança que será apresentado pela TV. Uma homenagem deste excelente cineasta aos grandes musicais que fizeram sucesso na era de ouro de Hollywood. Muito bonito.
Espero que todos gostem.

Festival de cinema do Rio 2009


Meus amigos, para quem curte cinema e gosta de um bom festival, vai rolar aqui na cidade maravilhosa até o dia 08 de outubro “O Festival de Cinema do RJ”. Neste ano, o festival contará com um total de 28 mostras.

Pelo que andei lendo, além da grande variedade de filmes, teremos também uma boa quantidade de documentários. Uma das mostras intitulada “Meio ambiente” apresenta uma série de documentários que falam sobre a importância de preservarmos nosso ambiente. A maioria das histórias se passa na África e conta às conseqüências que teremos em longo prazo do mau uso de nosso planeta. Um dos títulos que me chamou a atenção e que eu gostaria de assistir se chama “Nossos filhos nos acusarão”. Ele fala sobre o aumento da incidência de câncer em crianças resultado da poluição e da má alimentação. Parece bom.

Como a França está sendo homenageada pelo festival, chamo a atenção de vocês para a mostra “Jeanne Moreau – a grande dama do cinema”. Para quem não conhece é uma das grandes atrizes do cinema francês dos anos 50 e 60. Foi à protagonista do clássico “Os amantes” de Louis Malle (um excelente diretor). Ótimo filme, gosto muito da história. Destacou-se também em “Uma mulher para dois” de Truffaut (outro excelente diretor). É uma extraordinária atriz e construiu uma carreira de enorme sucesso. Inclusive, será uma das convidadas de honra da mostra.

Junto a ela, teremos também uma homenagem à outra atriz francesa “Retro Isabelle Huppert”. Fez bastante sucesso em filmes dos anos 80 e 90. Dentre eles, “Madame Bovary”, “8 mulheres”, “A comédia do poder” e “A professora de piano” foram filmes que assisti e gostei, destacando o primeiro e o último como os melhores trabalhos dela para mim.

Neste ano, uma novidade é a mostra “Pocket films”. O nome me chamou a atenção. Então, fui pesquisar o significado e descobri que o termo se refere a curtas metragens realizados através do telefone celular. Boa sacada e uma nova possibilidade aberta dentro da arte cinematográfica que é utilizar o aparelho celular para gravar pequenos filmes.

Não poderia deixar de falar de “Abraços partidos” um dos filmes mais esperados, dirigidos por um dos meus diretores preferidos, o explêndido Pedro Almodóvar. No elenco, a razoável Penélope Cruz (confesso que não a considero uma boa atriz), embora tenha trabalhado bem em “Vick, Cristina Barcelona” e “Volver”. Pretendo assisti-lo e acredito que será tão bom quanto todos que vi dele.

Como sou uma típica descendente de portugueses, tenho de fazer um breve comentário sobre o documentário “Amália” que conta à história da grande dama da música portuguesa Amália Rodrigues. Esta cantora tinha uma voz, maravilhosaaaaaaaaaaaaaaaa. Difícil definir para vocês o quanto ela cantava infinitamente bem. Meu Deus, quantas lembranças boas às músicas dela me trazem. Cresci escutando fados e músicas típicas do folclore português. Saudosos domingos em família.

Teremos filmes dirigidos por diretores bem conhecidos do grande público como: Jean Luc Godard, Lars Von Trier, Claude Chabrol, Quentin Tarantino, Manoel de Oliveira, Steven Soderbergh e Angie Lee e também por estreantes, como Xavier Dolan. Aos 20 anos de idade este jovem canadense dirigiu, atuou e escreveu seu primeiro filme “Eu matei minha mãe”. A história parece boa, embora o título seja forte.


Enfim, haverá uma infinidade de temas para todos os gostos, das mais variadas partes do planeta. Filmes franceses, alemães, poloneses, africanos, canadenses, americanos, iranianos, romenos, noruegueses, dentre outros. Quem curte filmes que estão longe dos “blockbusters americanos”, com certeza, irá gostar da qualidade do cinema europeu, oriental e asiático. Eu particularmente, sempre gostei e indico a todos que saiam um pouco do circuito americano e assistam a estes filmes.

Mas, isto é assunto para um outro texto.
Quem for aqui do Rio de Janeiro e puder vá assistir.
Uma excelente pedida para os cinéfilos de plantão.

www.festivaldorio.com.br

Eu e o cinema: uma história de amor


Incentivada pelo meu grande amigo Marcelo, excelente ser humano e um excepcional escritor, resolvi criar um novo blog. A partir de agora vou falar sobre uma das minhas grandes paixões: “O Cinema”. Desde que me entendo por gente, sempre gostei de cinema. Minha paixão pela sétima arte começou quando eu era uma criança. Cresci assistindo aos belos filmes da sessão da tarde, aos clássicos que passavam em supercine, na década de 80 e aos famosos filmes da década de 40, 50, 60 e 70 que passavam no Corujão (todo sábado à noite depois do supercine). Ficava acordada, só pelo prazer de assistir a um belo filme. E olha que meus pais brigavam para eu ir dormir, mas não adiantava, meu amor era maior que o sono e o cansaço. Nossa, quanta saudade!!!!!!!!!!!!!!!

Não sei explicar o por que, nem como, mas realmente desde novinha eu comecei a gostar, a amar e me identificar com a “sétima arte”. Assistir a um filme era um momento de prazer inenarrável (continua sendo até hoje). Eu ficava quietinha, sentada em frente à TV assistindo de grandes clássicos a produções fracas e sem conteúdo. Mas, naquela época isso não importava. Além do mais eu era muito nova para entender o cinema da forma como fui compreendendo ao longo de meu amadurecimento. O que sempre ficou disso foi o meu amor que nunca deixou de existir e que cresceu a cada ano.

Nos anos 80, meu pai era autônomo e trabalhava como sucateiro. Ele tinha uma Kombi ano 75 que ganhou de um primo. Com esse meio de condução ele sustentou nossa família até final da década de 90. Em seu trabalho além de sucata e ferro velho, meu pai sempre trouxe vários exemplares de jornais e revistas das mais variadas editoras e estilos. Ao abrir a Kombi e me deparar com todo aquele material de cara eu procurava as revistas e jornais que falassem sobre cinema. Lia cada reportagem e comentário sobre os grandes astros, estrelas, diretores e filmes de sucesso em cartaz. Não somente os últimos lançamentos, como também os grandes clássicos que marcaram a História do cinema. Eu pegava aquele material e começava a ler com uma alegria e satisfação. Leitura diária, material novo e fresquinho que chegava até mim de 2ª a 6ª. Hoje percebo que o trabalho de meu pai me ajudou a conhecer um pouco sobre cinema e incitou em mim a curiosidade de ler e aprender mais sobre ele. Obrigada papai pelo seu trabalho.

Com o decorrer dos anos, meu gosto e entendimento sobre a sétima arte, foram se aprimorando. Tornei-me mais critica e seletiva quanto aos filmes que assistia e comecei a freqüentar também sessões de cinema. Em 1987, entrei em uma sala de cinema pela primeira vez, eu tinha 11 anos. Minha irmã levou a mim e a meu sobrinho para assistirmos um filme com a Shera e o He-man (dois super heróis da minha infância), a turma da geração 80 com certeza, os conhece bem. Fiquei encantada com o filme e com o lugar. A partir dali deu-se início a minha fase cinéfila, virei freqüentadora assídua das salas de cinema. Em 1989, foi inaugurado um cinema pertinho de minha casa e toda 6ª feira estreava um filme novo, sempre com a primeira sessão as 14:30. Toda semana eu marcava presença assistindo aos grandes lançamentos. Isso durou até o ano de 1992, quando fui estudar a tarde e tive de deixar as minhas adoradas matinês. Entre os anos de 1988 e 1991 anotei em um pequeno diário todos os filmes que assisti naqueles 4 anos. Cheguei à marca de 1101 filmes. Isso mesmo, bati meu recorde. Nestes anos assistia filmes quase todos os dias. Não dava tréguas. Mas também só estudava, então tinha tempo de sobra. Pena que hoje em dia com as responsabilidades meu tempo é curto e não posso mais fazer isso da forma como gostaria.

No ano de 1992, fui estudar em um colégio estadual de Niterói (aqui no RJ), chamado Liceu Nilo Peçanha. Lá fiz grandes amigos, dentre eles meu compadre Marcelo. Uma pessoa que como eu, adora e entende muito de cinema. Nossa amizade começou graças a uma conversa sobre cinema. Bendito dia.

Nos anos seguintes, terminei o ensino médio, comecei a trabalhar, fiz faculdade, me tornei mamãe, estou construindo minha casa, ainda não casei e cheguei aos 33 anos. Tornei-me uma adulta, as responsabilidades vieram e com ela não pude me dedicar tanto ao cinema como antes. Porém, o meu prazer, minha alegria e meu amor a ele nunca diminuíram ou sumiram. Hoje tento dentro dos momentos livres que tenho, conciliar minha vida com o meu amor ao cinema.

Meus amigos, falei pra caramba hein. Mas, precisava contar para vcs um pouquinho da minha história. Toda semana postarei um comentário sobre filmes, artistas, diretores, enfim, sobre qualquer aspecto que esteja vinculado “a sétima arte”.

Espero que gostem.