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A MGM, quem diria, está à venda!




Na segunda-feira, dia 16, lendo o jornal "O globo" on line, me deparo com a seguinte manchete: "Gigante de Hollywood, MGM anuncia que está à venda". Caramba, levei um susto. Rapidamente, comecei a ler a matéria para saber detalhes. E lá descubro que em virtude de dificuldades econômicas, seus diretores decidiram procurar novos parceiros. Embora, não admita, me parece que o grande estúdio, esta com uma enorme dívida com seus credores e um dos caminhos encontrados para sanar tal problema seria este.
Desde que me entendo por gente, sempre considerei o MGM um dos grandes estúdios de cinema do mundo. Uma pena saber que esta na situação em que se encontra.
Originada da fusão de três estúdios: "Metro Picture Corporation", "Goldwin Picture Corporation" e "Louis B Mayer Corporation", em 1924, ganhou o suntuoso nome MGM, marca conhecida, principalmente pelo seu famoso "Leão". Tornou-se um dos maiores estúdios do mundo, produzindo filmes que são considerados grandes clássicos e campeões de bilheteria em toda a história do cinema, transformando-se, assim numa potência cinematográfica. A direção ficou a cargo dos produtores Louis B Mayer (um dos chefões de Hollywood) e Irving Thalberg.
Ao longo de 8 décadas de vida, a MGM produziu uma centena de películas. Destaque para as décadas de 30 e 40. Neste período, foram filmados alguns dos maiores sucessos que o cinema ja conheceu. Anos de ouro para o estudio. Uma empresa bem estruturada, qualidade técnica impécavel e investimento pesado em filmes com alta qualidade, contribuiram para a contratação de grandes astros de Hollywood como: Clark Gable, Judy Garland, Greta Garbo, Elizabeth Taylor, dentre outros. Além, claro, dos melhores diretores da época, sendo os principais: Victor Fleming, George Cukor, Fritz Lang, Vincent Minelli e Stanley Donen.

No final da década de 40 e início da 50, os musicais passam a ser o tema principal em suas produções. Astros, como: Fred Astaire, Gene Kelly, Frank Sinatra, Howard Kell, Jane Powel, ganham projeção.

Em fins da década de 50 e início da 60, com o advento da televisão e o envelhecimento de seus astros, o estúdio perde uma parte de seu público. Posteriormente, nos anos seguintes, a MGM mantêm-se no mercado, no entanto, nunca mais conseguiu a mesma projeção e o mesmo status das décadas de 30 e 40. Em 2004, um grupo japonês representado pela Sony Pictures, compra o grande estúdio. A patir daí, ela deixa de produzir filmes e se torna mais uma marca da Sony.
Relembro com imensa alegria, alguns clássicos, realizados por este estúdio:
1) Cantando na chuva;

2) O mágico de oz (encantador. Adoro este filme!);

3) E o vento levou;

4) Ben Hur;

5) David Copperfiel;

6) Grand Hotel;

7) Quovadis;

8) Sete noivas para sete irmãos (um belo musical);

9) O médico e o monstro;

10) Dr. Jivago;

11) Gigi;

12) 2001, uma odisséia no espaço;

13) Poltergeist, o fenomêno (fiquei uma semana sem dormir por causa do palhacinho deste filme);

14) Platoon;

15) Thelma e Louise;

16) Rain Man;

17) A gaiola das loucas (hilário);

18) Feitiço da lua;

19) Um peixe chamado Wanda;

20) 9 1/2 semanas de amor;

21) Doze homens e um segredo.

Enfim, uma bela história que merece respeito e admiração por parte daqueles que gostam de cinema.

PS. para elaborar o texto de hoje, foi necessária uma pesquisa na net. Por isso, vou citar os sites que utilizei para elaborar o conteúdo apresentado:

- www.chambel.net
- www.mundodasmarcas.blogspot.com