
Avaliando 2009 e pronta para 2010

Indicações de ouro
Saudosas matinês
Naquela época, a violência não era tão grande como hoje, então, eu podia sair e passear sem que minha mãe ficasse louca e preocupada. As coisas eram tão tranqüilas naqueles anos. Como eu era extremamente tímida e não tinha muitos amigos, apenas uma, ir ao cinema era a minha diversão preferida. Saudades. Mas, vamos falar do que interessa.
Neste ano o shopping citado acima foi inaugurado e com ele comecei a vivenciar minha fase “rata de cinema”. Desde então até o ano de 1992, no mínimo duas vezes por mês, toda sexta-feira, ás 14:00, lá estava eu na fila para assistir a estréia da semana. Toda semana era lançado um filme novo e fresquinho. Ali assisti de tudo. De grandes filmes, considerados campeões de bilheteria, a produções chatas e que foram verdadeiros fracassos.
O primeiro filme que assisti sozinha foi Karate Kid III. Lembro claramente deste dia. Cheguei no cinema, por volta das 13:30, estava nervosa e ansiosa, pois foi à primeira vez que minha mãe e meu pai me deixaram ir ao cinema sozinha. Tava tão feliz. A sensação daquele dia foi a de ter ganhado na loteria e o prêmio seria ver um filme, que na minha perspectiva, com certeza seria ótimo, pois tinha assistido aos outros dois e havia gostado. Na verdade, confesso que não foi o filme que importou, mas sim a alegria de ir ao cinema sozinha pela primeira vez. A sensação de liberdade que vivenciei.
Daquele dia em diante, me tornei figurinha fácil naquele cinema. Cito para vocês alguns dos filmes vistos por mim naqueles anos. Impossível citar todos, pois daria umas cinco páginas, então, vou resumir falando sobre os principais.
1989: A princesa Xuxa e os trapalhões; os trapalhões na terra dos monstros (me dêem um crédito, eu tinha somente 13 anos né); Batman (não gostei, não sou fã deste super herói, aliás, dele e do homem aranha); de volta para o futuro II (muito legal, dos três filmes, este é bonzinho, o primeiro é excelente e o terceiro é muito chato, Michael J Fox trabalhou super bem na trilogia, pena que o último deixou a desejar para os fãs); a pequena sereia (desenho lindo dos estúdios Disney, lembro que fiquei encantada com a Ariel e adivinhem me senti a própria.........rsrs); olha quem está falando? (lindinho o filme, eu adorei e foi graças a ele que John Travolta retomou com sucesso sua carreira em Hollywood, depois de ficar anos no ostracismo. Ah e foi o filme que projetou a Kristie Allien.........alguém a conhece?).
1990: De volta para o futuro III (chatíssimo); Darkman – vingança sem rosto (chato também); Drácula de Bram Stocker (me amarrei neste filme, dirigido pelo ótimo Francis Ford Copolla, a Winona Ryder, estava deslumbrante e o Gary Oldam assustador e muito sedutor também); uma escola atrapalhada (tudo bem, não sou perfeita......rs), o poderoso chefão III (eu amei o primeiro filme da trilogia, de todos este é o mais fraco, mas mesmo assim, um bom filme, que foi dirigido pelo Francis Ford Copolla); Gremlins II (eu gostava destes bichinhos, muito engraçadinhos e fizeram sucesso na minha adolescência); lua de cristal (eu era fã da Xuxa, fazer o que); o predador e robocop II (ai, sem comentários); rocky V (chato, Stallone, perdeu a graça); condenação brutal (também com Stallone, mas até que deu pra assistir).
1991: A família Addams (gostei muito deste, Angélica Houston e o falecido Raul Julia estavam divinos sem contar na Cristina Ricci que se destacou também); american kickboxer (ai falta de opção mesmo); Highlander II (gostava do Christopher Lambert), Hook – à volta do capitão gancho (gostei do filme, sou fã do Robin Williams e do Dustin Hoffman); inspetor Faustão e o malandro (alguém se lembra desse????); meu primeiro amor (lindo, eu adoro este filme, Macauly Culkin estava tão bonitinho e a menina que contracena com ele Anna Chlumsky muito fofa, a história é muito bonita e este filme marcou a carreira deste jovem ator); Robin Hood – o príncipe dos ladrões (razoável), Robin Hood (razoável também); o exterminador do futuro II – o julgamento final (adoreiiiiiiiiiiiii........lembro que fiquei uma hora e meia na fila para conseguir comprar o ingresso, tinha muita gente, mas no final valeu a pena, pois o final é excelente e James Cameron acertou mais uma vez); Edward – mãos de tesoura (este aqui foi meu presente de aniversário de 15 anos, pois minha mãe me deixou ir ao cinema num sábado sozinha pela primeira vez e justamente na véspera de meu niver de 15, adorei o filme e o Johnny Deep também).
1992: Alladin (lindo, também dos Estúdios Disney); candyman (chato); o óleo de Lorenzo (chorei pra caramba, história bonita e uma verdadeira lição de vida); Alien III (ai não valeu a pena, o terceiro filme da série deixou a desejar, Signourney Wever não estava bem no paple).
Amigos, poderia continuar, mas prefiro parar por aqui e deixar para uma próxima postagem.Tenho muito a falar ainda.
Até breve.
Eu e o cinema: uma história de amor

Não sei explicar o por que, nem como, mas realmente desde novinha eu comecei a gostar, a amar e me identificar com a “sétima arte”. Assistir a um filme era um momento de prazer inenarrável (continua sendo até hoje). Eu ficava quietinha, sentada em frente à TV assistindo de grandes clássicos a produções fracas e sem conteúdo. Mas, naquela época isso não importava. Além do mais eu era muito nova para entender o cinema da forma como fui compreendendo ao longo de meu amadurecimento. O que sempre ficou disso foi o meu amor que nunca deixou de existir e que cresceu a cada ano.
Nos anos 80, meu pai era autônomo e trabalhava como sucateiro. Ele tinha uma Kombi ano 75 que ganhou de um primo. Com esse meio de condução ele sustentou nossa família até final da década de 90. Em seu trabalho além de sucata e ferro velho, meu pai sempre trouxe vários exemplares de jornais e revistas das mais variadas editoras e estilos. Ao abrir a Kombi e me deparar com todo aquele material de cara eu procurava as revistas e jornais que falassem sobre cinema. Lia cada reportagem e comentário sobre os grandes astros, estrelas, diretores e filmes de sucesso em cartaz. Não somente os últimos lançamentos, como também os grandes clássicos que marcaram a História do cinema. Eu pegava aquele material e começava a ler com uma alegria e satisfação. Leitura diária, material novo e fresquinho que chegava até mim de 2ª a 6ª. Hoje percebo que o trabalho de meu pai me ajudou a conhecer um pouco sobre cinema e incitou em mim a curiosidade de ler e aprender mais sobre ele. Obrigada papai pelo seu trabalho.
Com o decorrer dos anos, meu gosto e entendimento sobre a sétima arte, foram se aprimorando. Tornei-me mais critica e seletiva quanto aos filmes que assistia e comecei a freqüentar também sessões de cinema. Em 1987, entrei em uma sala de cinema pela primeira vez, eu tinha 11 anos. Minha irmã levou a mim e a meu sobrinho para assistirmos um filme com a Shera e o He-man (dois super heróis da minha infância), a turma da geração 80 com certeza, os conhece bem. Fiquei encantada com o filme e com o lugar. A partir dali deu-se início a minha fase cinéfila, virei freqüentadora assídua das salas de cinema. Em 1989, foi inaugurado um cinema pertinho de minha casa e toda 6ª feira estreava um filme novo, sempre com a primeira sessão as 14:30. Toda semana eu marcava presença assistindo aos grandes lançamentos. Isso durou até o ano de 1992, quando fui estudar a tarde e tive de deixar as minhas adoradas matinês. Entre os anos de 1988 e 1991 anotei em um pequeno diário todos os filmes que assisti naqueles 4 anos. Cheguei à marca de 1101 filmes. Isso mesmo, bati meu recorde. Nestes anos assistia filmes quase todos os dias. Não dava tréguas. Mas também só estudava, então tinha tempo de sobra. Pena que hoje em dia com as responsabilidades meu tempo é curto e não posso mais fazer isso da forma como gostaria.
No ano de 1992, fui estudar em um colégio estadual de Niterói (aqui no RJ), chamado Liceu Nilo Peçanha. Lá fiz grandes amigos, dentre eles meu compadre Marcelo. Uma pessoa que como eu, adora e entende muito de cinema. Nossa amizade começou graças a uma conversa sobre cinema. Bendito dia.
Nos anos seguintes, terminei o ensino médio, comecei a trabalhar, fiz faculdade, me tornei mamãe, estou construindo minha casa, ainda não casei e cheguei aos 33 anos. Tornei-me uma adulta, as responsabilidades vieram e com ela não pude me dedicar tanto ao cinema como antes. Porém, o meu prazer, minha alegria e meu amor a ele nunca diminuíram ou sumiram. Hoje tento dentro dos momentos livres que tenho, conciliar minha vida com o meu amor ao cinema.
Meus amigos, falei pra caramba hein. Mas, precisava contar para vcs um pouquinho da minha história. Toda semana postarei um comentário sobre filmes, artistas, diretores, enfim, sobre qualquer aspecto que esteja vinculado “a sétima arte”.
Espero que gostem.

