Eu e o cinema: uma história de amor


Incentivada pelo meu grande amigo Marcelo, excelente ser humano e um excepcional escritor, resolvi criar um novo blog. A partir de agora vou falar sobre uma das minhas grandes paixões: “O Cinema”. Desde que me entendo por gente, sempre gostei de cinema. Minha paixão pela sétima arte começou quando eu era uma criança. Cresci assistindo aos belos filmes da sessão da tarde, aos clássicos que passavam em supercine, na década de 80 e aos famosos filmes da década de 40, 50, 60 e 70 que passavam no Corujão (todo sábado à noite depois do supercine). Ficava acordada, só pelo prazer de assistir a um belo filme. E olha que meus pais brigavam para eu ir dormir, mas não adiantava, meu amor era maior que o sono e o cansaço. Nossa, quanta saudade!!!!!!!!!!!!!!!

Não sei explicar o por que, nem como, mas realmente desde novinha eu comecei a gostar, a amar e me identificar com a “sétima arte”. Assistir a um filme era um momento de prazer inenarrável (continua sendo até hoje). Eu ficava quietinha, sentada em frente à TV assistindo de grandes clássicos a produções fracas e sem conteúdo. Mas, naquela época isso não importava. Além do mais eu era muito nova para entender o cinema da forma como fui compreendendo ao longo de meu amadurecimento. O que sempre ficou disso foi o meu amor que nunca deixou de existir e que cresceu a cada ano.

Nos anos 80, meu pai era autônomo e trabalhava como sucateiro. Ele tinha uma Kombi ano 75 que ganhou de um primo. Com esse meio de condução ele sustentou nossa família até final da década de 90. Em seu trabalho além de sucata e ferro velho, meu pai sempre trouxe vários exemplares de jornais e revistas das mais variadas editoras e estilos. Ao abrir a Kombi e me deparar com todo aquele material de cara eu procurava as revistas e jornais que falassem sobre cinema. Lia cada reportagem e comentário sobre os grandes astros, estrelas, diretores e filmes de sucesso em cartaz. Não somente os últimos lançamentos, como também os grandes clássicos que marcaram a História do cinema. Eu pegava aquele material e começava a ler com uma alegria e satisfação. Leitura diária, material novo e fresquinho que chegava até mim de 2ª a 6ª. Hoje percebo que o trabalho de meu pai me ajudou a conhecer um pouco sobre cinema e incitou em mim a curiosidade de ler e aprender mais sobre ele. Obrigada papai pelo seu trabalho.

Com o decorrer dos anos, meu gosto e entendimento sobre a sétima arte, foram se aprimorando. Tornei-me mais critica e seletiva quanto aos filmes que assistia e comecei a freqüentar também sessões de cinema. Em 1987, entrei em uma sala de cinema pela primeira vez, eu tinha 11 anos. Minha irmã levou a mim e a meu sobrinho para assistirmos um filme com a Shera e o He-man (dois super heróis da minha infância), a turma da geração 80 com certeza, os conhece bem. Fiquei encantada com o filme e com o lugar. A partir dali deu-se início a minha fase cinéfila, virei freqüentadora assídua das salas de cinema. Em 1989, foi inaugurado um cinema pertinho de minha casa e toda 6ª feira estreava um filme novo, sempre com a primeira sessão as 14:30. Toda semana eu marcava presença assistindo aos grandes lançamentos. Isso durou até o ano de 1992, quando fui estudar a tarde e tive de deixar as minhas adoradas matinês. Entre os anos de 1988 e 1991 anotei em um pequeno diário todos os filmes que assisti naqueles 4 anos. Cheguei à marca de 1101 filmes. Isso mesmo, bati meu recorde. Nestes anos assistia filmes quase todos os dias. Não dava tréguas. Mas também só estudava, então tinha tempo de sobra. Pena que hoje em dia com as responsabilidades meu tempo é curto e não posso mais fazer isso da forma como gostaria.

No ano de 1992, fui estudar em um colégio estadual de Niterói (aqui no RJ), chamado Liceu Nilo Peçanha. Lá fiz grandes amigos, dentre eles meu compadre Marcelo. Uma pessoa que como eu, adora e entende muito de cinema. Nossa amizade começou graças a uma conversa sobre cinema. Bendito dia.

Nos anos seguintes, terminei o ensino médio, comecei a trabalhar, fiz faculdade, me tornei mamãe, estou construindo minha casa, ainda não casei e cheguei aos 33 anos. Tornei-me uma adulta, as responsabilidades vieram e com ela não pude me dedicar tanto ao cinema como antes. Porém, o meu prazer, minha alegria e meu amor a ele nunca diminuíram ou sumiram. Hoje tento dentro dos momentos livres que tenho, conciliar minha vida com o meu amor ao cinema.

Meus amigos, falei pra caramba hein. Mas, precisava contar para vcs um pouquinho da minha história. Toda semana postarei um comentário sobre filmes, artistas, diretores, enfim, sobre qualquer aspecto que esteja vinculado “a sétima arte”.

Espero que gostem.

9 comentários:

Marcelo A. disse...

A minha versão de saias... Uahahahhaaaaa!!! Engraçado duas pessoas serem tão parecidas, né? Bendito aquele dia no já longínguo 92, em que sentamos próximos um do outro e a paixão pelo Cinema fez nascer uma linda história de... Amor, porque não?

Uahahhhhahhahaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

Boa sorte com o blog, comadre!

Tamos aí!

Renan Barreto disse...

Primeiro, que relato lindo. Eu como estudante de comunicação (jornalista de verdade fora da faculdade rs) fiquei impressionado com a riqueza da tua fala, Cintia. Você é uma personagem e tanto que renderia uma matéria maravilhosa, quem sabe logo logo você não sai no jornal. É só a gente conversar. Achei linda forma como você falou de vc e como você lia! Cara! Tanto amigo meu babaca que não lê nada e tem tudo na mão, que me dá ódio.

Cintia, eu amo cinema também, é que eu não criei o meu quinto eu ainda. Eu não sou capaz ainda de falar sobre cinema como um crítico. Eu conheço muito de teoria de cinema, até pelo fato de eu estudar comunicação, mas não falaria tão bem quanto uma pessoa que viu tantos filmes assim. rs Ah! Vc falou "Assistir a um filme era um momento de prazer inenarrável ". Eu adorei isso, maior paradoxo! assistir filmes é inenarrável, quando um filme é uma forma de narrativa. Adorei!

Liceu?! Tenho amigos que já estudaram lá. Acho o prédio muito bonito. Ah! O marcelão é gente muito boa! Gosto muito dele, fiquei amigo do cara pelos blogs. Gostamos dos mesmos blogs e aprendo muito com ele. O Diz..., o blog dele é um dos que eu mais gosto de ler. Ele é ótimo, e não elogio fácil não, hein.

E quando for no meu blog, não tenha problemas em me xingar, dizer que tá tudo ruim. Porque eu tenho consciência de que aquilo lá é bagunça huahua

Bem, Cintia, fico por aqui, vou nessa e até o próximo post. Continue a escrever que, pelo visto, a blogosfera ganhou uma ótima escritora, que passou da telespectadora passiva a mulher ativa!

Valeu!!!!!!

http://renanbarretoonline.blogspot.com/

Renan Barreto disse...

Ah! Linkei vc lá no RBD! Então, assim que vc postar saberei que postou e venho aqui correndo pra ler!

Valeu!

Vanença disse...

Cíntia, muito legal a sua iniciativa de criar um blog sobre cinema!!! Tenho certeza que as indicações serão sempre de primeira. Até o próximo post!!!

Maria disse...

1101??? Eu quero ver essa lista!

Jaime Guimarães disse...

Oi, Cíntia! Tudo bom?

Primeiro, deixa eu agradecer a visita ao Grooeland...e seu comentário inteligente e preciso. É sempre bom ter comentaristas assim. Obrigado!

Foi o Marcelo que indicou o Grooeland, né? Quero deixar bem claro que não pago comissão pra ninguém, é por conta e risco! uhauhauhauhauha!

Bom, olha só...eu não sou muito fã de cinema, acredita? Sério. Já tive uma fase em que assistia até uma quantidade razoável, mas me desinteressei. Costumo dizer que assisti a poucos, mas bons filmes; mas eu também posso dizer que o cinema não está assim na listinha daquilo que eu mais gosto ou simplesmente gosto.

Contudo, seu relato foi tão bem escrito, tão sincero e que revelou um amor genuíno à chamada "sétima arte" que farei visitas ao seu blog, sim. Mesmo que não deixe comentários, irei ler...rsss...afinal, leitura é comigo mesmo, não tem jeito.

bj e até mais!

Thiago Paulo disse...

Olá Cintia, que bom, mais um ótimo blog sobre cinema pra mim comentar. Olha, adorei ler sua história de amor com o cinema, muito legal. Dá pra ver mesmo que o cinema esteve sempre presente em sua vida.

Seja bem vinda ao mundo blogueiro.

Ps: Hoje em dia A Sessão da Tarde já não é mais a mesma. Dificilmente alguma criança vai se tornar cinéfila com aqueles filmes. Também tenho muitas saudades desa época.

Abraço.

bones disse...

Hey Cintia, bem vinda a blogosfera cinematográfica. Primeiramente obrigada por seguir meu pqno blog, segundo seu relato é muito parecido com minha propria vida, eu também adorava a sessão da tarde, com filmes de Fred Astaire e aqueles de surfistas com Annette Funicello. Você chegou a ver um programa na tv Cultura do Rubens Ewald Filho em que um filme clássico era comentado por toda a semana e exibido na integra na sexta feira à meia noite? Puxa, eu adorava, meus pais colocaram uma tv no meu quarto por causa desse hábito de assistir filme de madrugada. Assim eu conheci Fausto e Zardoz e tantos outros filmes que hoje nem saem em DVD. Das listas do que via nunca contei quantos foram não mas ainda tenho cadernos e mais cadernos de titulos e resuminhos.... Bem, partilhamos desse amor e acredito que você sempre terá tempo para assistir o que gostar, como já me alertaram " a gente arranja tempo para o que gosta"
um abraço.

Reinaldo Glioche disse...

E certamente nós estaremos aqui. Sempre a prestigiá-la. (Ainda mais agora que vc prometeu postar mais com os filmes da tv por assinatura) rsrs.
Bela introdução a sua vida e a sua cinefilia.
Bjs

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